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ESPETÁCULOS

Sete Apaes da região fazem um show de inclusão em Mostra Artística e Cultural Apaeana

1.ª Marca ocorreu no Teatro Municipal de São Leopoldo nesta quarta-feira; vejas fotos

Priscila Carvalho
Publicado em: 04/09/2025 às 09h:03 Última atualização: 04/09/2025 às 10h:21
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Cerca de 200 atendidos em sete Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) da região participaram da 1ª Mostra Artística e Cultural Apaeana (Marca), realizada nesta quarta-feira (3) no Teatro Municipal de São Leopoldo.

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O evento contou com apresentações de dança, capoeira, teatro, música, dublagem, declamação de poesia e artes visuais, feitas por integrantes das Apaes São Leopoldo, Estância Velha, Portão, Ivoti, Campo Bom, Sapiranga e Dois Irmãos.

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Apae Estância Velha foi uma das que se apresentou na 1ª Mostra Artística e Cultural Apaeana



Apae Estância Velha foi uma das que se apresentou na 1ª Mostra Artística e Cultural Apaeana

Foto: Priscila Carvalho/GES-Especial

Valorização

A ação foi idealizada pelos professores Cléverson Silva da Rosa e Samantha Marques Ferreira, que conduzem aulas de capoeira e dança, respectivamente, na entidade leopoldense.

Eles contaram que a ideia foi debatida durante o ano passado e levada à direção da Apae São Leopoldo, com o intuito de promover uma mostra não competitiva, proporcionando inclusão, valorização das potencialidades e expressão cultural das Pessoas com Deficiência por meio da arte.

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“Existe um movimento que é competitivo, a cada quatro anos, e envolve a pessoa com deficiência. E a gente propôs, então, já que não existia, criar essa mostra, porque eu penso que esses espaços têm que ser ocupados por todos nós. E eles têm que se habituar a frequentar esses espaços e entender que isso faz parte dele”, disse Samantha.

“Temos eventos anuais de capoeira, aonde os nossos assistidos participam de troca de graduações. Mas nem todos participam, porque algumas famílias não têm a condição de levar ou de investir nisso. Faz mais de 10 anos que eu estou com a capoeira dentro da Apae, só que a gente nunca teve oportunidades de levar eles para um palco como aqui, no teatro, e estar apresentando só a capoeira. E eles estão hoje tocando instrumentos, jogando capoeira, claro, cada um dentro da sua condição”, complementa Cléverson.

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Exposição

Durante a manhã, foram apresentados espetáculos de Dança e a Capoeira. À tarde, de Música, Declamação de Poesias e Teatro.

“As obras expostas aqui são todas de alunos das Apaes também. Porque a arte abrange tudo, não só a arte visual, mas também a expressão corporal. Por isso que procuramos fazer isso para trabalhar realmente com a arte”, destaca Cléverson. 

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Instrumento de inclusão

“É pela arte que a gente consegue demonstrar o potencial de cada um, então, a partir das nossas atividades, a instituição toda se envolvendo com a arte, a gente percebeu que tinha que ter um momento especial para isso. Foi aonde surgiu a Mostra e a gente começou a trabalhar o ano todo pra que isso acontecesse”, destacou a diretora da Apae leopoldense, Raquel Dickel, salientando que os atendidos ficaram maravilhados com a ideia.

“E estão felizes com a trajetória. Hoje (quarta-feira) é só a culminância. Estamos muito felizes por ter chego nesse momento, e o nosso maior desejo é que todo ano a gente consiga fazer esse evento, para que possamos mostrar realmente o trabalho e o potencial deles. A arte é um dos instrumentos que mais consegue fazer a inclusão”, completou a gestora.

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Participantes eufóricos e animados

Atendido pela Apae São Leopoldo, Carlos Eduardo dos Santos Moraes, 10 anos, estava eufórico antes de suas apresentações começarem. Ele participou do espetáculo de capoeira, tocando atabaque, e como o noivo do teatro Casamento na Roça. “Eu gosto muito de fazer informática, capoeira, dança e todas as sextas-feiras quando eu vou pra Apae tem ensaio. Ensaiamos muito pra hoje”, contou.

Também da Apae São Leopoldo, Marianna Vitória Moita, 19 anos, esteve na primeira apresentação da mostra, a dança/teatro A Lenda das Sereias. “Eu já sou agitada demais, então estou bem nervosa, mas animada”, confessou, antes de entrar no palco.

Professora de capoeira e capoterapeuta, Michele Rodrigues acompanhou o grupo que veio da Apae Estância velha, com três apresentações para o evento. “É uma inovação e eu espero que continue, que se permaneça fazendo pra que a gente possa ter essas reuniões mais vezes”.

 

 

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