Consideradas como patrimônio vivo de Campo Bom desde 2018, as orquídeas Cattleya intermedia são um símbolo da cidade e encantam a comunidade local. A espécie foi escolhida para simbolizar o município, conforme o presidente da Fundação Cultural de Campo Bom, Solandir José de Oliveira, devido à tradição de seus antepassados, que já a cultivavam antes da emancipação em 1959.
“A beleza e a força da orquídea a tornaram inspiração e um patrimônio vivo da cidade. Nós tínhamos em Campo Bom um celeiro de orquidófilos, com exposições, concursos, de nível inclusive nacional”, lembra Oliveira.
“A Cattleya sempre foi uma espécie querida pelos orquidófilos e fez com que a Fundação resgatasse essa história e submetesse a apreciação do governo municipal esse símbolo”, continua.
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Com a lei, a imagem da flor, suas características e cultivo podem ser usadas pela prefeitura em impressos oficiais, materiais didáticos, e outros meios de comunicação visual. Além disso, a planta também é cultivada em diversos pontos do município, além de outras espécies de orquídea, transformando Campo Bom em uma cidade florida.
Novo mutirão ocorre no dia 15 de novembro
Para promover a preservação da Cattleya intermedia e também de outras espécies de orquídeas, a Fundação Cultural de Campo Bom organiza regularmente mutirões de plantio junto a voluntários. Entitulada “Orquídea Amor e Valor”, a ação ocorrerá pela próxima vez no dia 15 de novembro, a partir das 9h.
“Estamos organizando a quarta edição desta intervenção de embelezamento na cidade (a última ocorreu em 2023), principalmente na faixa da ciclovia, de manutenção e plantio de orquídeas em Campo Bom. Nós conseguimos sempre em torno de 400 voluntários que se propõem a nos ajudar”, afirma o presidente.
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“Nós já recebemos também pessoas de outros municípios que doam mudas e vêm no dia fazer parte desse grande mutirão”, acrescenta. Interessados em doar mudas e participar do mutirão podem entrar em contato com a Fundação pelo telefone (51) 99528-4770.
Admirada pelos moradores
A aposentada Rosa Maria da Silva, de 69 anos, mora no bairro Centro e cultiva flores de diversas espécies desde a sua infância, inclusive orquídeas. “Eu gosto de flores desde o tempo de criança, sempre gostei de lidar com plantas, é meu entretenimento, o que me faz feliz. Peguei esse hábito com a minha avó, que também era apaixonada”, conta.
“O que eu acho bonito na orquídea é a persistência dela. Tu põe ela numa árvore, e ela desenvolve. Essas aqui eu trouxe da chácara da minha mãe há dois anos, e olha como estão bonitas [aponta para as flores junto à árvore em sua casa]. Elas representam a resistência”, completa.