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Taquara 140 anos: a cidade-mãe do Paranhana em transformação

Conhecida pelo perfil acolhedor, cidade se atualiza para garantir desenvolvimento contínuo

Publicado em: 23/04/2026 às 09h:31 Última atualização: 23/04/2026 às 09h:33
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Foi em abril de 1886 que o antigo território da Freguesia do Mundo Novo se tornou um lugar emancipado, tornando-se a atual cidade de Taquara. Originado de Santo Antônio da Patrulha, o município se consolidou como um ponto de moradia entre pessoas de diferentes regiões.

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No cenário urbano, prédios convivem com construções antigas | abc+



No cenário urbano, prédios convivem com construções antigas

Foto: fotos Ruan Nascimento/Especial

Para se manter ativa ao longo de seus 140 anos, Taquara passou por diversas fases de desenvolvimento econômico, atraindo pessoas de diferentes regiões do Estado, do Brasil e do mundo, como conta o historiador Maicon Rodrigues.

“Em seu início, o território taquarense recebeu muitos imigrantes europeus, vindos de Portugal, Itália, Alemanha, Suíça, e depois essa migração passou a ser de alguns povos asiáticos, como japoneses, libaneses e palestinos, além da população afro-brasileira que se consolidou por aqui”, salienta.

Origem

Décadas mais tarde, com o crescimento da indústria calçadista, a migração também passou a ser de pessoas que vieram de outras regiões do Estado, principalmente do noroeste, além de estados vizinhos como Santa Catarina e Paraná.

Com sua vasta área territorial, Taquara se tornou a cidade-mãe do Vale do Paranhana com o passar dos anos, dando origem a outras cidades como Parobé, Igrejinha, Três Coroas, e até mesmo municípios como Gramado, Canela e São Francisco de Paula.

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Hoje, a área total continua grande, sendo mais de 450 quilômetros quadrados, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O município não é apenas um centro regional, mas também um ponto que liga diferentes regiões do Estado, como o litoral, Região Metropolitana, Hortênsias e Vale do Sinos.

Protagonismo regional e geração de empregos

Além de ser a cidade mais velha do Vale do Paranhana, Taquara é importante ao abrir portas para novos mercados. Para a prefeita Sirlei Silveira, esta liderança passa também por importantes áreas prioritárias para o desenvolvimento da cidade. “Ser uma cidade-mãe significa assumir o protagonismo não apenas na área da gestão pública, mas também na educação, na economia e em frentes que potencializam o desenvolvimento local. Estamos trabalhando para fortalecer ainda mais essa posição, investindo no turismo rural, em ações inovadoras e abrindo as portas para que os empreendedores tenham interesse em investir em nossa cidade”, aponta.

Na parte de atração de empregos, a cidade sempre foi uma referência na geração de novos mercados. “Taquara já foi a maior cidade produtora de feijão preto do Brasil. Era uma referência na produção do piretro [planta utilizada como inseticida natural], teve a maior bacia leiteira do Estado. Então, nós temos a tradição de estar em vanguarda de muitas coisas, além da produção de calçados e, mais recentemente, do comércio”, detalha o historiador Maicon Rodrigues.

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Como fator de atração a moradores, a oferta de empregos continua em alta. Exemplo recente é a construção de uma nova filial da Havan, às margens da RS-115, e que será inaugurada em 30 de maio, oferecendo cerca de 200 empregos. “Está tudo dentro do cronograma. Só temos que agradecer à população de Taquara, que está nos recebendo muito bem. Muitos moradores daqui já visitavam outras lojas, e agora, vão ter uma aqui pertinho”, afirmou o diretor de expansão da empresa, Nilton Hang, em visita às obras.

Taquarenses de coração

Ao andar por Taquara e conversar com os moradores, não é difícil encontrar alguém que veio de outro lugar e que escolheu o município do Vale do Paranhana para viver. É o caso da professora Ângela de Quadros. Natural de Palmeira das Missões, ela veio para Taquara na década de 1990, quando os pais se mudaram em busca de oportunidades de trabalho. “Considero essa cidade o meu lar. Além disso, facilita o fato de estar próxima de municípios em que exerço a minha profissão”, conta.

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O município também é responsável por atrair jovens moradores, que se mudam para Taquara para trabalhar ou estudar. É o caso do vendedor Leonardo Karloh, que se mudou no início de 2026. “Foi o melhor lugar para vir para trabalhar. Está sendo muito tranquila a adaptação e a comunidade é muito parceira para receber pessoas que chegam por aqui”, completa.

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