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Taquara completa 140 anos nesta sexta-feira; confira imagens

Historiadora destaca trajetória do município, que é marcada por multiculturalismo e múltiplas etnias

Publicado em: 16/04/2026 às 15h:07
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Taquara completa seus 140 anos nesta sexta-feira (17), celebrando uma caminho mais do que centenário de muita multiculturalidade e ancestralidade.

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Nesses 140 anos de emancipação, a trajetória do município é marcada principalmente por multiculturalismo e múltiplas etnias que contribuíram para o que o município é atualmente, conforme comenta a historiadora Andrea Rahmeier.



A profissional comenta que, antes e depois de sua emancipação, Taquara foi terra de povos indígenas, negros escravizados, imigrantes alemães e remigrantes de outros povos europeus (isto é: imigrantes tinham filhos em outras cidades e estes mudavam-se para Taquara).

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“O município se emancipou em 1886 de Santa Cristina do Pinhal, que atualmente não existe mais como cidade. Mas muito antes dos imigrantes alemães, já haviam povos Kaingang e Guarani no território, a Colônia do Mundo Novo passou a existir em 1446”, comenta.

“E também em 1886 houve o processo de abolição no município, quando surgiu o Quilombo do Paredão Baixo. Muitos se esquecem dele, mas ele existe e foi regulamentado em 2022 pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA)”, continua.

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De acordo com Andrea, a cidade já abrigou os municípios de Canela (emancipada em 1944), Gramado (emancipada em 1954), Sapiranga (emancipada em 1955, foi parte de Taquara e parte de São Leopoldo), Três Coroas (emancipada em 1959), Igrejinha (emancipada em 1964) e Parobé (emancipada em 1982).

“Além disso, Taquara tem essa característica societária. A primeira organização documentada foi a Sociedade 13 de Maio, fundada em abril de 1908 na área que hoje corresponde a Parobé, em 1918 é criada uma sociedade com o mesmo nome em Taquara e em 1930 elas se fundem no lugar conhecido como Salão do Figueira”, lembra a historiadora, que ainda cita a Sociedade Recreativa União da Mocidade, a Sociedade Recreativa Flor do Sul.

Dentre as sociedades com origens europeias, Andrea menciona a Sociedade Atiradores, Clube 5 de Maio (da classe média), Clube Comercial (de alto poder aquisitivo), e o Clube dos Ferroviários (da classe baixa).

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“No final, Taquara acabou se tornando esse espaço aglutinador onde se nota muito as trocas culturaus que ocorreram. Os municípios que se emanciparam daqui vão sempre se referendar a Taquara”, finaliza.

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