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PROVAS CAMPEIRAS 

Torneio de laço recebe mais de 200 inscritos em dois dias de competição em Campo Bom

Evento realizado na Hotelaria Guajuvira reúne competidores de diversas regiões do Estado, inclusive participantes profissionais no tiro de laço

SUSANA DA SILVA LEITE
Publicado em: 21/06/2026 às 17h:34
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Torneio de Laço realizado na Hotelaria Guajuvira em Campo Bom  | abc+



Torneio de Laço realizado na Hotelaria Guajuvira em Campo Bom

Foto: Susana Leite/GES-Especial

Famílias, crianças, jovens e adultos movimentaram a Hotelaria Guajuviras, neste final de semana, dias 20 e 21 de junho, em Campo Bom. Na chegada, ao abrir a porteira, era possível ver um grande acampamento onde famílias dividiam espaço com cavalos andando de um lado para outro.

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Toda essa movimentação tinha uma razão: o Torneio de Laço, que ocorre duas vezes por ano na Guajuvira. A primeira edição é realizada no começo do inverno. A segunda é esperada para novembro, entre os dias 19 e 21. 

A competição de laço reúne competidores de diversas regiões do Estado, conforme lembram os organizadores Guilherme Boliviano e Leandro Gomes, que são responsáveis pela realização das provas que ocorrem na cancha.

Com eles, atua também Jéssica Silva, que é responsável pela administração e organização financeira do torneio. “Recebemos mais de 200 inscrições, inclusive, de competidores profissionais”, aponta Boliviano. 

O torneio abre espaço não só para os laçadores de ofício, mas também para os iniciantes e para amadores. A movimentação na cancha é assistida por centenas de pessoas que observam o peão sobre o cavalo em movimento atrás do alvo, preparando a armada, que vai laçar as aspas da vaquinha. Tudo isso sendo narrado ao vivo, o que dá ritmo à competição. 

Competição campeira realizada em Campo Bom neste fim de semana  | abc+



Competição campeira realizada em Campo Bom neste fim de semana

Foto: Susana Leite/GES-Especial

Além do público que vai apenas para assistir às provas, mais uma centena de pessoas viaja para passar os dois dias acampada. Trailers e barracas são montados no espaço da Hotelaria, onde famílias e amigos se reúnem para o churrasco enquanto assistem ou competem.

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Fora da cancha é comum ver crianças praticando o laço na vaquinha parada, ensaiando para o futuro da atividade campeira. 

A vaquinha parada, aliás, não é uma mera brincadeira de criança.  Uma réplica do animal foi incorporada na prova. Em vez de ter uma vaca de verdade percorrendo a cancha para ser laçada, a organização do torneio adaptou e aprimorou a vaquinha parada, que agora tem movimento.

“Em outras competições vimos que era usada a vaquinha e trouxemos para cá, e fomos aperfeiçoando. Já foi puxada por cavalo. Mas hoje a vaquinha tem rodas e é puxada por motocicleta”, descreve Boliviano. 

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Uma vida dedicada à atividade campeira

O tiro de laço é uma prova campeira, mas também é parte da atividade de quem lida no campo. Para Guilherme Teixeira Tavares da Silva, 30 anos, morador de Lomba Grande, andar sobre o cavalo faz parte da vida dele, que é  laçador profissional e coleciona uma centena de troféus.

Anda a cavalo desde que se entende por gente, aprendeu a laçar aos 4 anos, numa tradição que começou com o avô e chegou até ele. Além da atividade com laço, Guilherme é domador. 

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No torneio da Guajuvira, ele estava pronto mais uma empreitada na cancha, vislumbrando mais um título. “Vivo no lombo do cavalo”, sinaliza Guilherme, que treina o laço três vezes por semana para manter em dia as habilidades que põe à prova nos torneios. 

Guilherme Tavares coleciona uma centena de troféus em competições de tiro de laço | abc+



Guilherme Tavares coleciona uma centena de troféus em competições de tiro de laço

Foto: Susana Leite/GES-Especial

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