
Foto: Susana Leite/GES-Especial
Famílias, crianças, jovens e adultos movimentaram a Hotelaria Guajuviras, neste final de semana, dias 20 e 21 de junho, em Campo Bom. Na chegada, ao abrir a porteira, era possível ver um grande acampamento onde famílias dividiam espaço com cavalos andando de um lado para outro.
Toda essa movimentação tinha uma razão: o Torneio de Laço, que ocorre duas vezes por ano na Guajuvira. A primeira edição é realizada no começo do inverno. A segunda é esperada para novembro, entre os dias 19 e 21.
A competição de laço reúne competidores de diversas regiões do Estado, conforme lembram os organizadores Guilherme Boliviano e Leandro Gomes, que são responsáveis pela realização das provas que ocorrem na cancha.
Com eles, atua também Jéssica Silva, que é responsável pela administração e organização financeira do torneio. “Recebemos mais de 200 inscrições, inclusive, de competidores profissionais”, aponta Boliviano.
O torneio abre espaço não só para os laçadores de ofício, mas também para os iniciantes e para amadores. A movimentação na cancha é assistida por centenas de pessoas que observam o peão sobre o cavalo em movimento atrás do alvo, preparando a armada, que vai laçar as aspas da vaquinha. Tudo isso sendo narrado ao vivo, o que dá ritmo à competição.

Foto: Susana Leite/GES-Especial
Além do público que vai apenas para assistir às provas, mais uma centena de pessoas viaja para passar os dois dias acampada. Trailers e barracas são montados no espaço da Hotelaria, onde famílias e amigos se reúnem para o churrasco enquanto assistem ou competem.
Fora da cancha é comum ver crianças praticando o laço na vaquinha parada, ensaiando para o futuro da atividade campeira.
A vaquinha parada, aliás, não é uma mera brincadeira de criança. Uma réplica do animal foi incorporada na prova. Em vez de ter uma vaca de verdade percorrendo a cancha para ser laçada, a organização do torneio adaptou e aprimorou a vaquinha parada, que agora tem movimento.
“Em outras competições vimos que era usada a vaquinha e trouxemos para cá, e fomos aperfeiçoando. Já foi puxada por cavalo. Mas hoje a vaquinha tem rodas e é puxada por motocicleta”, descreve Boliviano.
Uma vida dedicada à atividade campeira
O tiro de laço é uma prova campeira, mas também é parte da atividade de quem lida no campo. Para Guilherme Teixeira Tavares da Silva, 30 anos, morador de Lomba Grande, andar sobre o cavalo faz parte da vida dele, que é laçador profissional e coleciona uma centena de troféus.
Anda a cavalo desde que se entende por gente, aprendeu a laçar aos 4 anos, numa tradição que começou com o avô e chegou até ele. Além da atividade com laço, Guilherme é domador.
No torneio da Guajuvira, ele estava pronto mais uma empreitada na cancha, vislumbrando mais um título. “Vivo no lombo do cavalo”, sinaliza Guilherme, que treina o laço três vezes por semana para manter em dia as habilidades que põe à prova nos torneios.

Foto: Susana Leite/GES-Especial