O preço da passagem do transporte público de Campo Bom pode sofrer um reajuste de R$ 0,60 a partir do ano que vem, subindo dos atuais R$ 3,90 para R$ 4,50. Isso porque a prefeitura pretende abrir um novo edital de concessão do Transporte Coletivo Público de Passageiros, previsto para publicação ainda para este mês. A empresa vencedora deve ser conhecida em dezembro e começar a operar em janeiro de 2026.
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Foto: Divulgação/Prefeitura de Campo Bom
Atualmente, o transporte público é executado por meio de contrato com a Viação Santa Clara (Visac), com tarifa de R$ 3,90. Segundo a Secretaria de Transporte, esse valor está congelado desde 2019.
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O secretário de Segurança e Trânsito, Fernando Luz Lehnen, salienta que o valor desembolsado pelo Poder Público para manter o sistema é superior ao arrecadado com as tarifas pagas pelos usuários. Além disso, Lehnen afirma que o novo valor sugerido está abaixo da inflação medida pelo IPCA, que indicaria um reajuste para R$ 5,43.
O chefe da pasta justifica as mudanças devido à nova realidade do transporte público. Segundo ele, o crescimento do transporte por aplicativo impôs desafios ao modelo convencional, exigindo mais investimentos para a manutenção e a qualidade do serviço.
“O sistema de transporte coletivo vem passando por transformações em todo o mundo. O aumento do uso de transportes por aplicativo reduziu o número de passageiros no transporte público tradicional, o que faz com que o Poder Público precise investir cada vez mais recursos para manter o serviço acessível e funcionando regularmente”, complementa Lehnen.
Números do transporte público
Segundo a prefeitura, o sistema de transporte de Campo Bom atende atualmente cerca de 29 mil usuários, dos quais aproximadamente 20 mil são pagantes. Uma parte significativa desse público é formada por estudantes da rede municipal, cujas passagens são custeadas pelo Executivo.
O secretário garante que as linhas atuais serão mantidas: “Atualmente, a operação cobre aproximadamente 1.103 quilômetros por semana e 308 quilômetros aos sábados.”
Na semana passada, a administração municipal realizou uma audiência pública sobre a concessão do transporte e o novo edital. Durante a audiência, o secretário de Transportes detalhou as exigências previstas, como o ano de fabricação da frota, os requisitos de acessibilidade, a quantidade de veículos e demais parâmetros técnicos que irão compor os critérios de habilitação das empresas concorrentes.
Ele também explicou que a formação da tarifa é calculada a partir da planilha GEIPOT, que considera custos do quilômetro rodado, quantidade de passageiros e o subsídio aplicado pelo Município para manter a continuidade do serviço.