O trecho 1 do acesso ao Morro Ferrabraz será asfaltado e a previsão da Prefeitura de Sapiranga é que as obras comecem em cerca de um mês. O trajeto de 1,5 quilômetro da Estrada Emília José da Silva, que receberá a pavimentação, vai até a porteira da Associação Gaúcha de Voo Livre (AGVL). O investimento é de R$ 3,4 milhões, com recursos do município.
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Foto: Paola Altneter/GES-Especial
Para tornar a intervenção possível, o estudo realizado para o asfaltamento de outro trecho, executado há cerca de sete anos, foi atualizado, de acordo com a secretária de Turismo, Roberta Rothen. “Agora estamos em processo de liberação ambiental”, pontua. Antes disso, a gestão municipal já buscava angariar fundos estaduais e federais, porém, sem êxito.
A estimativa é que o tempo de obra dure de oito a nove meses, com pontuais bloqueios parciais na estrada, exigindo atenção dos pedestres e motoristas. “A gente está falando de um terreno mais íngreme, então não é tão rápido como em um plano”, explica Roberta. A obra será feita pela empresa Pavicon, de Novo Hamburgo, vencedora da licitação, e dentro do orçamento está inclusa a sinalização viária.
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Divisão em trechos
A intervenção atende a uma demanda antiga da comunidade e, conforme Roberta, o desejo era pavimentar todo o trajeto de acesso ao Morro Ferrabraz. “São três quilômetros de estrada para fazer. Como a gente não conseguiu o aporte do governo do Estado e nem o federal para fazer o todo, foi dividido pelo recurso que se tinha em caixa”, esclarece.
O último trecho da Estrada Emília José da Silva, no acesso às rampas de voo livre, já é asfaltado. Com isso, há a projeção futura de pavimentação também no trecho 2. “A gente sempre vai buscar recursos do Estado e Federal, se não der, a gente vai ver de fazer com recursos próprios”, relata.
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Turismo em alta no Morro
Segundo a secretária, o Morro Ferrabraz é um importante ponto de realização de esportes de aventura, mas também de visitação, com fluxo turístico crescente. “Na Vila Paiva a gente tem os campeonatos de Downhill e a pista, se não única, é uma das únicas do Brasil que oferece essa geografia para praticar a modalidade, e a questão do voo para os pilotos de voo livre e para a comunidade que quer visitar”, ressalta.
O local chega a receber 150 mil pessoas por ano, informa Roberta, e, com a pavimentação, a expectativa é o aumento de turistas, ampliação da segurança dos visitantes e crescimento dos comércios locais. “É um ponto turístico bem forte em Sapiranga, onde queremos trabalhar mais questões com o turismo rural e o esportivo, para o pessoal contemplar as belas paisagens e a boa gastronomia que se tem no município”, sustenta.
Espaço cedido
A secretária relembra que a rampa de voo livre não pertence à gestão municipal, pois faz parte de uma área privada cedida, que não pode receber intervenções estruturais, como a instalação de banheiros. Porém, existe o planejamento futuro da Prefeitura adquirir a área.