Teve início por volta das 10h30 desta segunda-feira (13) a operação de reparo na rede aérea de energia elétrica da Trensurb, danificada após o tombamento de um semirreboque carregado com placas de concreto na BR-116, na altura do viaduto da Refap, entre Canoas e Esteio. [Veja vídeo abaixo.]

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
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O acidente aconteceu pouco antes da meia-noite, quando parte da carga e a estrutura de proteção do viaduto caíram sobre os trilhos, atingindo diretamente a rede e a estrutura de sustentação do sistema ferroviário. Desde então, a operação dos trens foi impactada.
Uma empresa terceirizada da Trensurb, responsável pela manutenção da rede de energia, mobilizou diversas equipes que já atuam no local para o conserto dos danos.
Apesar de não haver uma estimativa oficial, trabalhadores envolvidos na operação apontam que o serviço é complexo e deve se estender ao longo de toda esta segunda-feira.
No trecho atingido, a situação varia entre as duas linhas férreas. Em uma delas, os danos aparentes são menores e passam por avaliação com o apoio de um trem específico para transporte de equipamentos.
Já na outra linha, os estragos são significativos. Com a queda das placas de concreto e da cerca de proteção, cabos da rede aérea de energia foram pressionados para o chão, além de postes de sustentação que também foram danificados.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
Em nota atualizada às 11 horas, a Trensurb confirmou que o acidente provocou danos relevantes à infraestrutura metroviária, atingindo múltiplos sistemas essenciais para a operação segura.
Além da rede aérea de tração, também foram identificados prejuízos nos equipamentos de sinalização ferroviária, no sistema de comunicação por rádio.
Segundo a empresa, o cenário é considerado complexo e exige não apenas a recomposição dos elementos atingidos, mas também a realização de testes técnicos rigorosos antes da retomada integral da operação.
Para reduzir os impactos aos usuários, foi organizada uma operação emergencial.
Cinco trens passam a circular no trecho entre as estações Unisinos, em São Leopoldo, e Novo Hamburgo, em ambos os sentidos.
Além disso, uma frota de ônibus atende o trajeto entre as estações Mathias Velho e Unisinos, contemplando as paradas São Luís, Petrobras, Esteio, Luiz Pasteur e Sapucaia.
Veja vídeo
Pontos de parada ônibus operação emergencial Trensurb
Sentido Norte (Canoas São Leopoldo):
- Estação Mathias Velho – Rua Padre Réus, 21 – Mathias Velho, Canoas (Terminal de ônibus)
- Estação São Luís – Av. Getúlio Vargas, 8901 – São José, Canoas
- Estação Petrobras – Av. Getúlio Vargas, 10001 – Brigadeira, Canoas
- Estação Esteio – Rua Maurício Cardoso, 760 – Centro, Esteio
- Estação Luiz Pasteur – Av. Presidente Vargas, 20 – Primor, Esteio
- Estação Sapucaia – Rua Rodrigues de Figueiredo, 143 – Centro, Sapucaia do Sul (Terminal/Rodoviária)
- Estação Unisinos – Av. Mauá, 3626 – Santa Teresa, São Leopoldo
Sentido Sul (São Leopoldo Canoas):
- Estação Unisinos – Av. Mauá, 3572 – Padre Reus, São Leopoldo
- Estação Sapucaia – Rua Sete de Setembro, Terminal Açoriana – Centro, Sapucaia do Sul
- Estação Luiz Pasteur – Av. Leônidas de Souza, 105 – Primor, Sapucaia do Sul
- Estação Esteio – Av. Independência, 126 – Novo Esteio, Esteio
- Estação Petrobras – Av. Guilherme Schell, 10450 – Industrial, Canoas
- Estação São Luís – Av. Guilherme Schell, 8801 – São Luís, Canoas
- Estação Mathias Velho – Rua Padre Réus, 21 – Mathias Velho, Canoas (Terminal de ônibus)
Trânsito na BR-116
O cenário do trânsito na BR-116 já é diferente em relação ao início da manhã, quando havia congestionamento em ambos os sentidos da rodovia.
No sentido interior–capital, não há mais registro de filas longas. O fluxo é lento apenas na passagem pelo viaduto da Refap, principalmente em função das obras de alargamento dessa estrutura. Nesse trecho, há duas faixas liberadas.
Já no sentido capital–interior, a situação ainda exige mais atenção.
O trânsito segue com apenas uma faixa disponível, já que a alça alternativa permanece bloqueada por conta do acidente e, consequentemente, retirada dos blocos de concreto da pista.
Com isso, há registro de congestionamento desde a altura do acesso à BR-386. Mesmo assim, a lentidão é menor do que a registrada no início da manhã, quando o congestionamento chegava até a região central de Canoas.
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