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CONSCIENTIZAÇÃO

Trensurb lança campanha contra assédio nos trens e estações; saiba como denunciar

Ação visa diminuir incidências e acolher vítimas

Publicado em: 29/06/2026 às 14h:01 Última atualização: 29/06/2026 às 14h:01
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O assédio não tem lugar e horário para acontecer. Diante deste cenário, a Trensurb lançou na sexta-feira (26) a campanha “Assédio não embarca no trem”, iniciativa que visa prevenir o assédio e disponibilizar para os usuários um novo canal de atendimento para a denúncia de ocorrências.

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Diretor-Presidente da Trensurb, Nazur Garcia | abc+



Diretor-Presidente da Trensurb, Nazur Garcia

Foto: Paola Altneter/GES-Especial

A ação consiste na divulgação de cartazes no lado interno dos trens, com opções de números de telefones que funcionam em horários comerciais e 24 horas, e avisos sonoros.

“Esse telefone vai tocar no nosso Centro de Controle de Segurança, que acionará, imediatamente, as equipes de campo, que estarão nos trens e nas estações para ver o que está ocorrendo e poder acompanhar e acolher essa denúncia”, explica o diretor-presidente da Trensurb, Nazur Garcia.

O atendimento inclui a orientação e encaminhamento para autoridades, se necessário. Com isso, funcionários foram capacitados para receberem as demandas. Porém, o objetivo, segundo Garcia, é que não seja preciso atender o telefone.

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“Que o simples fato de haver esse número iniba qualquer tentativa de assédio e, em um segundo plano, acolher as denúncias e poder garantir que as mulheres possam viajar em um transporte com segurança e tranquilidade”, ressalta.

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Novo canal

Atualmente, as incidências de casos, conforme o diretor-presidente, são baixas. “Há denúncias de assédio, mas é um número relativamente baixo, apesar dos nossos usuários, na sua maioria, 53%, serem mulheres”, detalha.
O lançamento de um novo canal visa amparar as vítimas em caso de necessidade. “A gente acha importante disponibilizar esse canal direto, que não existia. Talvez, por isso, as mulheres não pudessem se manifestar e denunciar”, pontua.

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Outras ações

Esta, porém, é apenas uma das ações de combate ao assédio. De acordo com Garcia, desde o início da gestão há o compromisso de atuar em todas as formas de assédio, em especial na luta pelo feminicídio zero.

“Nós já instalamos bancos vermelhos em uma série de estações. Esses bancos são o símbolo e também uma fonte de informação que as mulheres podem denunciar e como elas devem agir em caso de assédio”, diz.

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Outra iniciativa foi a adesão ao programa He for She. “Que orienta os homens no sentido de não realizarem assédio”, relata Garcia.

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Recepção

Uma das passageiras, Samanta Antunes, 47, elogia a ação. “Eu acho uma iniciativa muito boa, ampliando mais os canais de denúncia. É importante que se expanda a divulgação desta campanha.”

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Outro usuário, Urbano Rambo, 71, concorda com a efetividade da campanha. “É muito importante, porque hoje em dia os dois lados estão se aproveitando da situação”, opina.

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