No Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, Três Coroas foi palco de um evento acolhedor e instrutivo sobre a causa. Em diferentes endereços, entidades, pais de portadores do espectro autista e os próprios pacientes puderam aproveitar a oportunidade em um momento de conforto e reflexão da causa na quinta-feira (2).

Foto: Bruno Morais/GES-Especial
O cronograma de atividades, para além de dar visibilidade para a causa, foi pensado para manter a consciência acerca deste assunto. Direto do prédio da prefeitura, um banco foi pintado de forma característica ao tema, constituindo um lembrete permanente na Rua Coberta, local onde o restante das ações ocorreu.
Nesse segundo endereço, também foram pendurados balanços sensoriais e construídas placas destas características, que posteriormente serão posicionadas em escolas da rede municipal para acolher este público.

Foto: Bruno Morais/GES-Especial
“É importante sempre esse movimento, não só hoje, Dia da Conscientização do Autismo, mas também ao longo de nossa gestão, todas as atividades e as ações que temos feito para poder melhor assistir e promover a inclusão dessa nossa comunidade”, destaca o prefeito Fabiel Port.
Entre as iniciativas realizadas na cidade, está a construção de três pracinhas apropriadas para estes grupos especiais, além de outras quatro em fase de projeto.

Foto: Lilian Moraes/PMTC

Foto: Bruno Morais/GES-Especial
O evento do dia 2 também reservou um momento para ampliar as informações, acessos e direitos aos pais, conhecidos como “pais atípicos”, e os próprios portadores do espectro.
Ao fim da tarde, foi realizado na Rua Coberta um bate-papo com profissionais da área da saúde, pedagogia e direito, tratando sobre o tema e suas possibilidades. Inclusive, o momento foi marcado pelo anúncio do novo serviço de acolhimento aos pais atípicos, com periodicidade mensal.

Foto: Lilian Moraes/PMTC

Foto: Bruno Morais/GES-Especial
Relatos de quem vive na pele
Eliane Balt, 42 anos, é mãe atípica e integrante do grupo de pais envolvidos com a causa na cidade. O filho de Eliane, Braian, tem 15 anos e faz parte dos portadores de suporte 3, sendo um adolescente não verbal no estágio mais alto da condição. O diagnóstico que mudou a vida dos dois saiu há 13 anos e, desde então, apresenta desafios novos todos os dias.

Foto: Bruno Morais/GES-Especial
O evento, para ela, carrega um grande significado. “Antes eu era uma Eliane, quando eu descobri que meu filho era autista, a cada dia era uma nova dificuldade. Gostaríamos, com esse evento, que fôssemos mais vistos, que o Braian pudesse ir em um lugar e (as pessoas) entendessem que ele é autista. O autismo não é só hoje, é todos os dias, na adolescência, na velhice, e a preocupação de mãe é como vai ser quando eu não estiver aí”.

Foto: Bruno Morais/GES-Especial
Gabriela Tizian, 37, descobriu a condição há 2 anos. O período, desde então, foi repleto de dificuldades, mas também de aceitação quanto a todas as experiências vividas.
“Quando recebi o laudo, vivi um luto. Quem eu fui até meus 35 anos? Por que eu fazia aquelas coisas se eu não gostava? Quanto tu entende o porque de muita coisa que aconteceu na tua vida, tu falas assim: ‘não sou louca, estranha’”.