Dar uma vida melhor para a família. Este costuma ser o sonho de jovens atletas que atuam em categorias de base no futebol, e a Copa Cidade Verde, sediada em Três Coroas, faz parte desse caminho.
O campeonato está em sua 16ª edição, retornando após mais de cinco anos de pausa e recebendo mais de 100 equipes, do sub-10 ao sub-17. A organização é da Sulicampe, em parceria com a Associação Desportiva e Cultural de Três Coroas (ADEC), com apoio da Prefeitura do município.
Dentre os times que participam da competição com o objetivo de alavancar a carreira de seus jogadores está o Bonsucesso, de Guaíba. Um dos jogadores do Bonsucesso é Kelvin Gonçalves da Silva, de 16 anos, da categoria sub-16.
“Eu comecei a jogar com oito anos porque a gente estava passando muita dificuldade em casa e eu queria ajudar meu pai e minha mãe e não vou deixar esse sonho para trás”, conta o jogador, que tem no próprio pai a maior fonte de inspiração. “Ele está sempre me apoiou, já me levou em vários jogos desde pequeno”, continua.
Para Kelvin, a rotina no gramado e o seu objetivo são combustíveis diários para seguir persistindo na carreira de jogador. “É uma coisa que eu gosto de fazer: treinar, jogar bola. E me motiva mais ainda é focar na minha família, dar uma vida melhor para eles. Se Deus quiser vai dar tudo certo.”
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O adolescente vê na Copa Cidade Verde uma chance de crescer como atleta. “Foi uma experiência muito incrível, quero agradecer a comissão que me apoiou, confiou em mim, e agradecer a meus colegas também que estão sempre me motivando. Sempre que estou desanimado, eles me motivam, e é isso o que me mantém em pé”, celebra.
“Meu maior sonho, acho que é o de todo mundo, é fazer parte da seleção brasileira, e se Deus quiser, um dia eu vou vestir essa camisa pesada, representar o Brasil e ganhar uma copa do mundo”, acrescenta.
O goleiro Luís Adriano Espitaller, também de 16, entrou na escolinha de futebol pela primeira vez aos seis anos. “Minha família sempre foi envolvida com o futebol e meu pai é treinador, então eu tive interesse, achei legal e fui praticando”, diz.
Inspirado no goleiro Alisson Becker, atual integrante do Liverpool, Luís deseja, um dia, jogar na seleção brasileira. “Meu sonho é dar condição para a minha família e poder fazer o que eu gosto, que é o futebol, me tornar futebol e chegar à seleção, como o Alisson já fez e agora joga em um time europeu.”
Com a Copa Cidade Verde, sua esperança é poder vislumbrar novas oportunidades de crescimento. “É uma experiência muito boa porque vários times podem olhar e vai ter transmissão. E Três Coroas é uma cidade ótima, acolheram a gente muito bem e a nossa escola.”
Vitor Thomas Jorge Bento Tavares tem a mesma idade e atua como capitão do time. Assim como os colegas, sonha em se destacar e ajudar a família. “Eu jogo desde os meus quatro anos e com o tempo fui melhorando a minha habilidade, ficando mais técnico e já estou jogando o segundo campeonato com o Bonsucesso”, afirma.
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“O que me motiva a continuar tentando todo dia e perseguindo essa carreira são meus pais, eles são tudo para mim e fazem tudo para mim, então quero dar tudo do bom e do melhor para eles. Eles sempre me ajudam, me apoiam, estão sempre comigo”, continua.
O capitão tem no ex-meio-campista do Liverpool Thiago Alcântara sua maior inspiração quando o assunto é esporte. “Ele é muito bom, admiro a ginga e os lançamentos dele. Ele se naturalizou espanhol e é muito inteligente e esperto.”
Para ele, a Copa Cidade Verde é uma oportunidade de se destacar e seguir rumo ao seu objetivo. “É uma sensação única e sempre quis participar para contar história e tentar ser campeão.”
Campeonato é vitrine para atletas que sonham grande
O treinador Marcelo Guimarães, responsável pelas categorias sub-15 e sub-16, ressalta a importância da Copa Cidade Verde para alavancar a carreira dos jogadores das categorias de base.
“É um incentivo onde eles têm um propósito de treinar, de se desenvolver, na questão da alimentação, dos treinos e do descanso também, né? Que é muito importante para quem quer ser um atleta”, pontua.
“Tivemos um período de cinco, seis dias de trabalho antes do campeonato e a base já vinha treinando ano passado, jogamos várias competições”, prossegue.
Também treinador do Bonsucesso, Cesar Gilmar Madril Ferreira, de 65 anos, lembra como o campeonato em Três Coroas impulsionou a sua carreira quando era mais jovem. “Não joguei em time grande, mas cheguei a ser profissional. Eu jogava no Ferro Carril, em Uruguaiana. Às vezes eu digo até pros meus netos ‘vocês ficam olhando o Beira Rio, eu já joguei no Beira Rio’.”