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VÍDEO: Helicóptero é ferramenta da PRF no combate ao crime e apoio à população no RS

Grupo das Operações Aéreas da PRF é composto por 13 profissionais no Rio Grande do Sul.

VÍDEO: Helicóptero é ferramenta da PRF no combate ao crime e apoio à população no RS
Publicado em: 29/08/2025 às 06h:27
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Ao olhar para o céu e avistar o helicóptero da Polícia Rodoviária Federal (PRF), nos perguntamos sobre a rotina dos agentes envolvidos. O grupo das Operações Aéreas da PRF é composto por 13 profissionais no Rio Grande do Sul. [Assista ao vídeo abaixo]

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As responsabilidades ultrapassam o policiamento ostensivo nas rodovias federais gaúchas, indo muito além. “Em 2015 precisamos resgatar uma mulher grávida que entrou em trabalho de parto na ponte do Guaíba após problemas no vão móvel”, conta o comandante Sérgio Motta, que atua como copiloto na PRF.

Policiamento aéreo da PRF no RS | abc+



Policiamento aéreo da PRF no RS

Foto: PRF/ Divulgação

Na ocasião, outras nove pessoas foram transportadas pela equipe, entre eles um paciente que precisava fazer hemodiálise e um ferido com traumatismo craniano que seguia para o hospital numa ambulância. Em outro caso emblemático para equipe, uma paciente que necessitava de transplante, foi transportada de Pelotas para Porto Alegre. “Nosso formato de atuação é multimissão”, reforça Motta.

Os plantões de 12 horas contam com três posições na aeronave: comandante (piloto), copiloto e tripulante (operador aerotático). No Estado, os agentes utilizam o helicóptero AW119 Koala, fabricado nos Estados Unidos.

Segundo o comandante e piloto, Eleomar Liscano, a atuação é parecida à dos agentes que permanecem em terra firme. “Mas a viatura é diferente. Ela voa”, diz. A base do grupo fica em Porto Alegre e da capital os agentes podem partir para prestar auxílio em qualquer região do RS. “A finalidade é trabalhar como apoio aos policiais de solo”, reforça o operador aerotático Gerson Galli.

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No entanto, o equipamento é dividido com outros estados de acordo com a demanda, ao menos por enquanto. Isso porque um novo helicóptero, do mesmo modelo, será adquirido por R$ 40 milhões para uso exclusivo dos PRFs baseados no Rio Grande do Sul. “[o helicóptero] Nos proporciona uma capacidade operacional maior, possibilitando o melhor atendimento da população gaúcha”, avalia o superintendente da PRF no Estado, Fabrício Bianchi.

Atuação

Com o helicóptero disponível, o grupo costuma efetuar patrulhamentos de rotina nos trechos metropolitanos das BR-290, BR-116, BR-448 e BR-386. “Também somos chamados quando há demanda em outros locais ou dependendo do fluxo muito intenso de veículos em alguma região.”

No verão, por exemplo, a aeronave costuma sobrevoar a BR-290 (free way) com mais frequência por conta do movimento em direção ao litoral norte ou região metropolitana. O helicóptero também é designado para operações no combate ao tráfico de drogas. “Já conseguimos abordar 500 quilos de maconha vindos do Paraná”, afirma Motta.

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Policiamento aéreo da PRF em Canoas | abc+



Policiamento aéreo da PRF em Canoas

Foto: PRF/ Divulgação

Liscano lembra ainda a perseguição a três motos que tentavam fugir com cargas de cocaína. “O helicóptero chega em locais onde a viatura não consegue. É mais ágil.” Na última terça-feira (26), a PRF foi até a divisa com Santa Catarina, onde apoiou policiais que atuavam nas buscas por um fugitivo. “Levamos apenas 34 minutos para chegar até Torres”, compartilha o comandante.

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A corporação também está em tratativas com o governo federal para agregar o serviço de transporte aeromédico no Rio Grande do Sul. “Somos o único estado do Sul que ainda não conta com essa atividade. No Paraná é executada pela PRF e em Santa Catarina pelo Corpo de Bombeiros”, diz Motta.

A atuação consiste em uma parceria entre a PRF e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), implementado em Curitiba, Belo Horizonte e Recife. “Uma equipe do Samu ficaria de plantão conosco, possibilitando um atendimento médico mais rápido e efetivo”, salienta o copiloto.

Sonhos que se tornaram realidade

Atuar na aeronáutica é um sonho de muitas crianças, não foi diferente com Liscano e Motta. “Quando entrei na PRF em 1995, a corporação não tinha helicóptero. Então foi para trabalhar no trecho.” Tudo mudou em 1999. “Foi quando a PRF comprou os helicópteros e o sonho ressurgiu.”

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Ao contrário da Força Aérea Brasileira (FAB), Brigada Militar (BM) e Corpo de Bombeiros, a PRF é composta por carreira única, ou seja, caso o agente possua um curso de pilotagem, pode se candidatar a função de piloto na abertura de edital.

“Foi o que aconteceu comigo, já tinha o curso de piloto e me inscrevi na seleção de 2002. Fui chamado e realizei outros cursos pela polícia”, completa Liscano, um dos mais experientes da PRF, com mais de 5 mil horas de voo.

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Equipe que atua no policiamento aéreo da PRF no RS | abc+



Equipe que atua no policiamento aéreo da PRF no RS

Foto: Juliano Piasentin/ GES-Especial

Já Motta, entrou para a PRF em 2005. “As pessoas não têm a noção do leque de opções em atuar na PRF. Podemos trabalhar no administrativo, nas estradas, no helicóptero, comunicação social. São muitas possibilidades”, argumenta.

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Durante o curso, o sonho de criança acabou se fortalecendo. “Fiz um curso inicial por conta própria e depois a polícia deu sequência”, reitera.

Atuações nas enchentes

Além do policiamento de rotina nas rodovias, prestando apoio aos colegas, a equipe das Operações Aéreas também atuou com destaque nas enchentes de 2023 e 2024 no Rio Grande do Sul. “Em setembro de 2023 fomos um dos primeiros a chegar no Vale do Taquari. Agimos de forma imediata”, detalha Motta.

“Perdemos as contas de quantas pessoas resgatamos. Foi muito emocionante e satisfatório”, afirma Galli. Já em 2024, o helicóptero não estava no RS no fim de abril. “Demorou alguns dias para chegar, até pela questão climática. Mas, conseguimos atuar com eficiência em todo o Estado. Fomos para Eldorado do Sul, Pelotas, além da Grande Porto Alegre.”

Com a sede na BR-290 alagada, as operações foram transferidas para a Base Aérea de Canoas (Baco). “Precisamos sair, perdemos equipamentos, móveis”, explica Motta.

“Melhor aeronave”

O AW119 Koala conta com visão termal e pode alcançar até 152 nós de velocidade, o equivalente a 290 km/h. A efetividade do trabalho é de 500 a 1000 pés de altura.

Abastecido com querosene de aviação, comporta 710 litros, gastando em média 240 litros por hora. “O helicóptero é a melhor aeronave para se voar, o piloto consegue ver tudo ao redor”, completa Liscano.

Na PRF, os cães farejadores são adaptados para andar no helicóptero, agilizando atendimentos no combate ao tráfico de drogas.

Assista ao vídeo:

Helicóptero é ferramenta da PRF no combate ao crime e apoio à população no RS
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