Ouviu uma trovoada na praia? Não fique parado na praia, busque abrigo. Essa é a recomendação de como agir em casos de tempestades, especialmente durante o verão, quando o fluxo na beira-mar aumenta significativamente.
Na tarde de quinta-feira (29), Fabrício de Oliveira Rodrigues, 26 anos, foi atingido por um raio em Tramandaí. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu e morreu. A fatalidade deixa um alerta para os riscos dos temporais.

Foto: Zoltan Tasi/Unsplash
Conforme a Metsul Meteorologia, o risco de incidência de raios no litoral é maior, transformando a praia em um dos ambientes mais perigosos durante episódios de instabilidade. As descargas elétricas podem atingir a faixa de areia antes mesmo da chuva.
A queda de um raio ao lado do Quiosque Inova, distante da água, comprova o risco do fenômeno. Na ocasião, ninguém ficou ferido. O mesmo aconteceu no centro de Tramandaí, quando funcionários do quiosque Krep’s do Gauchinho também relataram a queda de raios.
Meteorologistas explicam que o abrigo ideal é um prédio fechado, com paredes, telhado e instalações elétricas adequadas, ou ainda um veículo com teto metálico e vidros fechados. Os ambientes funcionam como uma espécie de gaiola de proteção.
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O tenente-coronel Vinicius Lang, coordenador administrativo da Operação Verão do Corpo de Bombeiros no Rio Grande do Sul, salienta que o veranista precisa identificar o risco de tempestade elétrica. “Não há local seguro em campo aberto. Essas descargas elétricas são conduzidas pelo solo, podendo causar queimaduras, paradas respiratórias ou até mesmo o óbito.”

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial
A Metsul reforça que sequer ambientes com árvores são seguros, já que são frequentemente atingidas. Objetos como guarda-sóis, varas de pesca, bicicletas e pranchas devem ser deixados de lado, pois podem atrair descargas elétricas ou aumentar a gravidade de um acidente.
Incidências de tempestades
Lang reitera que a frequência de tempestades no verão aumentam os riscos para os veranistas. “A gente verifica bastante incidências de raios. Nossos guarda-vidas estão orientados e instruídos para identificar antecipadamente [os riscos], evacuar a praia, que se torna um local muito inseguro, pela água ser um condutor de eletricidade.”

Foto: CBM/Reprodução
A recomendação é aguardar pelo menos 30 minutos após o último trovão antes de retornar à praia ou ao mar, já que novas descargas podem ocorrer mesmo com a chuva enfraquecendo.
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