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OLHAR CRÍTICO

Estudantes destacam resolução de problemas do cotidiano em projetos de feira científica em Sapiranga

Mortes na RS-239, sustentabilidade e enchentes são destaques na rede municipal do município no Vale do Sinos

Estudantes destacam resolução de problemas do cotidiano em projetos de feira científica em Sapiranga
Publicado em: 26/09/2025 às 07h:04
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A Feira Municipal Integrada (Femint) e a Feira Municipal de Ações Empreendedoras na Escola (Femaee) reúnem 33 escolas municipais, além de quatro instituições privadas (2) e estaduais (2) em Sapiranga. O objetivo é apresentar trabalhos científicos produzidos durante o ano letivo, além de mostrar ações empreendedoras desenvolvidas pelos estudantes do Ensino Fundamental.

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Conforme a supervisora pedagógica do município, Daniara Naissinger, os alunos observaram o seu entorno e decidiram pesquisar sobre soluções para questões relacionadas ao cotidiano. “No fim de agosto cada escola teve sua feira. Foram produzidos 400 projetos e de lá, alguns foram selecionados para participar da etapa municipal.”

Projeto que fala sobre mortes na RS-239 é destaque | abc+



Projeto que fala sobre mortes na RS-239 é destaque

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial

As feiras que ocorrem no Fly Hub garantem premiações aos melhores projetos, com medalha, troféu e credenciamento para a Mostratec Liberato aos primeiros colocados em cada categoria.

Olhar para o entorno 

Alunos do 8º e 9º ano do Escola Municipal Waldemar Carlos Jaeger, Rodrigo dos Santos, 14 anos, Camilly Eduarda Machado, 14 e Marcela Souza Sehn, 14, abordaram as mortes na RS-239. “A nossa professora relatou na sala de aula o acidente que havia sofrido. Outros colegas também contaram situações vivenciadas na rodovia”, explica Rodrigo.

Alunos do 8º e 9º ano do Escola Municipal Waldemar Carlos Jaeger, Rodrigo dos Santos, 14 anos, Camilly Eduarda Machado, 14 e Marcela Souza Sehn, 14 | abc+



Alunos do 8º e 9º ano do Escola Municipal Waldemar Carlos Jaeger, Rodrigo dos Santos, 14 anos, Camilly Eduarda Machado, 14 e Marcela Souza Sehn, 14

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial

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Outro motivo do trabalho é o fato da escola ficar próxima da RS-239. “Entrevistamos policiais do Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM), a prefeita Carina Nath [de Sapiranga], o presidente da EGR [Empresa Gaúcha de Rodovias] e o deputado Joel Whilhelm, que inclusive nos convidou para apresentar o projeto na Assembleia Legislativa.”

A participação foi agendada para o dia 30 de setembro. Para mostrar na prática melhorias necessárias, os jovens montaram uma maquete com mais passarelas disponíveis aos pedestres, muretas, viadutos e gradis. “Precisamos também de mais conscientização no trânsito, afinal, 100% das vezes os acidentes são causados por falhas humanas”, salientou Camilly.

Ao pesquisar em sites e jornais, o trio se surpreendeu com a quantidade de mortes na rodovia estadual. “Não apenas de motoristas, mas também pedestres”, relata Marcela. A pesquisa começou em maio e contou ainda com palestra da Guarda Civil de Trânsito na escola. “Foi algo que nos chamou bastante a atenção”, completou Rodrigo.

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Enchentes e sustentabilidade

Os estudantes da rede municipal de Sapiranga também focaram em problemas relacionados ao meio ambiente. Alunos da Escola 1º de Maio, ouviram na aula de história sobre a Revolução Industrial. “A professora nos contou sobre os malefícios ao meio ambiente neste período”, afirmou Ana Júlia dos Santos, 13 anos, que está no 8º ano do Fundamental.

A partir disso, foram apresentadas ao universo das abelhas e visitaram o Centro Ambiental de Sapiranga. “Lá conhecemos o pano de algodão que é encerado com a cera produzida pelas abelhas”, explica Thamiris Barkoski Pinheiro, 14 anos.

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Ana Júlia dos Santos, Thamiris Barkoski Pinheiro e Stephany Bueno dos Santos da EMEB 1º Maio  | abc+



Ana Júlia dos Santos, Thamiris Barkoski Pinheiro e Stephany Bueno dos Santos da EMEB 1º Maio

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial

As meninas inclusive postaram um vídeo em youtube.com/@femint2025-8ef, onde mostram como é feito o produto. “Para embalar alimentos é muito prático e sustentável, já que aumenta a durabilidade dos produtos”, lembra Stephany Bueno dos Santos, 14.

Na Escola Municipal La Salle, os alunos do 7º ano, Augusto Vorpagel Welter, 13 anos, Valentina Parnow de Freitas, 12 e Vitor Muriel Kanitz da Silva, 12, resolveram abordar as enchentes. “Escolhemos o tema pela relevância”, revela Augusto. 

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Eles montaram um questionário, enviado às famílias dos colegas. “Perguntamos se conheciam alguma vítima das enchentes de maio de 2024 e até se sabiam o que é uma enchente.”

Augusto Vorpagel Welter, 13 anos, Valentina Parnow de Freitas, 12 e Vitor Muriel Kanitz da Silva, 12, da EMEB La Salle | abc+



Augusto Vorpagel Welter, 13 anos, Valentina Parnow de Freitas, 12 e Vitor Muriel Kanitz da Silva, 12, da EMEB La Salle

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial

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Duas maquetes também foram produzidas, mostrando como seria uma cidade planejada para conter desastres e outra onde o município está vulnerável aos desastres. “Ter pouco concreto é uma solução.”



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