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Economia

Calçado volta a ter queda na exportação

Mercado externo comprou 16% a menos em pares nos nove meses deste ano em comparação a 2022

Publicado em: 10/10/2023 às 03h:00 Última atualização: 17/10/2023 às 23h:49
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As exportações de calçados em setembro tiveram uma queda em comparação ao mesmo período de 2022. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Calçados ontem (9). De janeiro a setembro deste ano foram exportados 90,6 milhões de pares, representando um faturamento de US$ 907,1 milhões. No comparativo com os mesmos nove meses do ano passado, a queda na exportação de pares foi de 16%, com um faturamento 8,4% menor que janeiro-setembro de 2022.

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A Argentina, mesmo com entraves no pagamento, continua sendo o principal destino do calçado nacional. Até setembro foram 11,7 milhões de pares, com a geração de US$ 185,3 milhões. Os dados representam uma queda de 11,7% em pares, mas a receita cresceu 27,6%, no comparativo de janeiro a setembro do ano passado.

Haroldo Ferreira, presidente executivo da Abicalçados, salienta que as exportações de calçados vêm caindo desde o início do ano por fatores macroeconômicos e porque a base de 2022 foi forte. “Em 2023, o retorno da China ao mercado, depois de rigorosas políticas de Covid Zero que atrasaram sua produção, a normalização dos preços dos fretes, o desaquecimento da economia mundial e a alta da inflação têm prejudicado a performance”, diz, prevendo fechar o ano em queda de 9% nos embarques para o exterior.

Israel Reis, gerente de exportações da Mould Group, da marca Boaonda, de Sapiranga, explica que a empresa tem mantido o foco na América Latina. Embora em 2021 e 2022 as exportações tenham registrado saldo positivo, de janeiro até setembro deste ano há uma queda de 19% sobre o mesmo período do ano passado.

Anos com base forte

As exportações de calçados em setembro tiveram uma queda em comparação ao mesmo período de 2022. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Calçados ontem (9). De janeiro a setembro deste ano foram exportados 90,6 milhões de pares, representando um faturamento de US$ 907,1 milhões. No comparativo com os mesmos nove meses do ano passado, a queda na exportação de pares foi de 16%, com um faturamento 8,4% menor que janeiro-setembro de 2022.

A Argentina, mesmo com entraves no pagamento, continua sendo o principal destino do calçado nacional. Até setembro foram 11,7 milhões de pares, com a geração de US$ 185,3 milhões. Os dados representam uma queda de 11,7% em pares, mas a receita cresceu 27,6%, no comparativo de janeiro a setembro do ano passado.

Haroldo Ferreira, presidente executivo da Abicalçados, salienta que as exportações de calçados vêm caindo desde o início do ano por fatores macroeconômicos e porque a base de 2022 foi forte. “Em 2023, o retorno da China ao mercado, depois de rigorosas políticas de Covid Zero que atrasaram sua produção, a normalização dos preços dos fretes, o desaquecimento da economia mundial e a alta da inflação têm prejudicado a performance”, diz, prevendo fechar o ano em queda de 9% nos embarques para o exterior.

Israel Reis, gerente de exportações da Mould Group, da marca Boaonda, de Sapiranga, explica que a empresa tem mantido o foco na América Latina. Embora em 2021 e 2022 as exportações tenham registrado saldo positivo, de janeiro até setembro deste ano há uma queda de 19% sobre o mesmo período do ano passado.

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