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REGIÃO

Nível do Rio dos Sinos em São Leopoldo baixa, mas situação ainda preocupa

Medição da Defesa Civil apontou o nível do Sinos em 4,72 metros na noite de segunda-feira (11) na cidade

Priscila Carvalho
Publicado em: 12/09/2023 às 07h:13 Última atualização: 18/10/2023 às 18h:52
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Com o declínio do nível do Rio dos Sinos – que ontem à noite chegou a 4,72 metros -, a água baixou um pouco nos pontos afetados por inundações. Na Rua das Camélias, no bairro Pinheiro, mais uma vez a água cobriu a rua e chegou a entrar em alguns terrenos. Ontem, ela já havia baixado, mas o pedreiro Adão Nascimento, 63 anos, ainda precisava usar o barco para sair da residência, a última da rua.

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Adão Nascimento ainda precisou sair de barco ontem



Adão Nascimento ainda precisou sair de barco ontem

Foto: Priscila Carvalho/GES-Especial

“Ali na frente de casa está com uns 40 centímetros de altura”, comentou, enquanto deixava o barco num canto da rua para poder ir trabalhar. “Deixo aqui, daí às 18 horas, quando eu voltar, volto com ele de novo para casa”.

Segundo Nascimento, que mora há 18 anos na rua, as inundações ocorrem de uma a duas vezes por ano. Em 2023, porém, esta já é a terceira vez que as águas tomam conta do local.

E a preocupação é com a novas chuvas, que estão previstas para esta semana. “Vai chover a partir de amanhã (hoje) já. A gente fica preocupado, mas não tem o que fazer, não tem outro jeito, tem que encarar.”

“Desanima”

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Com casa de altura um pouco maior na rua, desta vez, Arlindo Araújo, 43 anos, não teve a moradia invadida pela água – assim como presenciou no ciclone de junho, quando perdeu muitos móveis. Mas para sair do terreno, precisou usar o macacão especial mais uma vez.

Ontem, ele voltou a conseguir sair para o trabalho de moto, ainda que com um pouco de água cobrindo a rua. “Aqui, os tempos estão cada vez mais difíceis”, lamentou sobre a situação das Camélias, que inunda tanto com enchente do rio, que vem pelos “fundos”, como do arroio, do outro lado. “A gente pega os dois: do arroio, que a água vem de lá para cá; e pega do rio, que vem ali por trás, no banhado”.

Morador do local há 22 anos, Araújo não quer deixar a residência que construiu com tanto esforço, e espera que o município possa achar uma solução para ajudar os moradores. “Eu tenho duas esperanças: uma é de tentar negociar por outro lugar e a outra é que eles façam alguma coisa ali”, ressaltou. “É complicado. A gente desanima.”

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Grupo de Trabalho

Com o declínio do nível do Rio dos Sinos – que ontem à noite chegou a 4,72 metros -, a água baixou um pouco nos pontos afetados por inundações. Na Rua das Camélias, no bairro Pinheiro, mais uma vez a água cobriu a rua e chegou a entrar em alguns terrenos. Ontem, ela já havia baixado, mas o pedreiro Adão Nascimento, 63 anos, ainda precisava usar o barco para sair da residência, a última da rua.

Adão Nascimento ainda precisou sair de barco ontem



Adão Nascimento ainda precisou sair de barco ontem

Foto: Priscila Carvalho/GES-Especial

“Ali na frente de casa está com uns 40 centímetros de altura”, comentou, enquanto deixava o barco num canto da rua para poder ir trabalhar. “Deixo aqui, daí às 18 horas, quando eu voltar, volto com ele de novo para casa”.

Segundo Nascimento, que mora há 18 anos na rua, as inundações ocorrem de uma a duas vezes por ano. Em 2023, porém, esta já é a terceira vez que as águas tomam conta do local.

E a preocupação é com a novas chuvas, que estão previstas para esta semana. “Vai chover a partir de amanhã (hoje) já. A gente fica preocupado, mas não tem o que fazer, não tem outro jeito, tem que encarar.”

“Desanima”

Com casa de altura um pouco maior na rua, desta vez, Arlindo Araújo, 43 anos, não teve a moradia invadida pela água – assim como presenciou no ciclone de junho, quando perdeu muitos móveis. Mas para sair do terreno, precisou usar o macacão especial mais uma vez.

Ontem, ele voltou a conseguir sair para o trabalho de moto, ainda que com um pouco de água cobrindo a rua. “Aqui, os tempos estão cada vez mais difíceis”, lamentou sobre a situação das Camélias, que inunda tanto com enchente do rio, que vem pelos “fundos”, como do arroio, do outro lado. “A gente pega os dois: do arroio, que a água vem de lá para cá; e pega do rio, que vem ali por trás, no banhado”.

Morador do local há 22 anos, Araújo não quer deixar a residência que construiu com tanto esforço, e espera que o município possa achar uma solução para ajudar os moradores. “Eu tenho duas esperanças: uma é de tentar negociar por outro lugar e a outra é que eles façam alguma coisa ali”, ressaltou. “É complicado. A gente desanima.”

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