A infância deveria ser lúdica, rica em brincadeiras e risadas. Entretanto, a realidade não funciona exatamente da forma como deveria. É justamente durante a época da fantasia que mais da metade dos transtornos mentais começam, assim como na adolescência. E o pior: a maioria dos casos não são detectados ou sequer tratados, conforme a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
CONFIRA: “Envelhecimento acelerado”: Dermatologistas alertam sobre efeitos do Ozempic na pele

Foto: cottonbro studio/Pexels
Cerca de 75% dos transtornos mentais começam na infância e na adolescência, e metade deles ocorre até os 14 anos, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS). Ainda que fatores genéticos possam interferir na saúde mental das crianças, o sofrimento dos pequenos pode ser desencadeado por ocasiões mais externas, como o bullying, e até mundanas, como o medo de insetos.
FIQUE DE OLHO: Pare imediatamente de dizer esta frase para o seu filho antes que seja tarde demais
Como saber se o seu filho está em sofrimento
Para mudar as estatísticas, é preciso que os pais comecem a reconhecer os sinais que as crianças e adolescentes dão quando algo está errado, ainda que eles sejam muito sutis.
Confira 13 sinais que de que a criança ou adolescente está em sofrimento:
• Tem mais dificuldade na escola, de manter um bom rendimento e no aprendizado;
• Maior dificuldade para se concentrar;
• Bate ou intimida outras crianças;
• Apresenta regressão no desenvolvimento;
• Se machuca ou tenta;
• Evita amigos e familiares;
• Tem comportamento suicida;
• Está passando por mudanças frequentes de humor;
• Tem emoções intensas, como explosões de raiva ou medo extremo;
• Está sem energia ou motivação;
• Tem dificuldade para dormir, não tem sono ou tem muitos pesadelos;
• Se queixa de dores físicas;
• Come muito mais ou menos do que o normal ou está com outras dificuldades com a alimentação.
SIGA O ABCMAIS NO GOOGLE NOTÍCIAS!
O que fazer?
Quanto mais cedo os sinais forem notados pelos responsáveis, mais rápido a criança poderá receber a ajuda que precisa. Para entender qual o tratamento mais adequado, é preciso que ela seja avaliada por um especialista, como psiquiatra, psicólogo, enfermeira psiquiátrica, conselheira de saúde mental, terapeuta comportamental ou outros profissionais de saúde qualificados.
Além disso, crianças e adolescentes também têm direito a serem atendidos em casos de urgências e emergências de saúde mental, conforme o Ministério da Saúde.
*As informações veiculadas nesta matéria são apenas para fins de educação. Em caso de sintomas, ou de dúvidas, um profissional de saúde deve ser consultado.
Fontes: Fiocruz; Fundação Abrinq; Opas;