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EM BUSCA DO SHAPE

Bulking e cutting: Entenda as estratégias de dieta usadas pelos fisiculturistas

Métodos populares entre atletas prometem ganho de massa e definição muscular, mas exigem planejamento e acompanhamento profissional

Publicado em: 24/10/2025 às 16h:21 Última atualização: 24/10/2025 às 16h:25
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Na busca por um físico cada vez mais musculoso e definido, os fisiculturistas recorrem a diferentes estratégias que vão desde o uso dos esteroides anabolizantes até métodos alimentares planejados. Na parte dietética, a ideia mais difundida é a que combina as fases de bulking e cutting, em que o controle da dieta se torna a principal ferramenta para ganhar massa e, depois, eliminar gordura sem perder músculos.

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Durante o bulking, ocorre o aumento da ingestão calórica para maximizar o ganho muscular. Na segunda fase, denominada cutting (“cortar” em português), o foco passa a ser a redução do percentual de gordura corporal, mantendo o máximo possível da massa muscular adquirida.

Não é para qualquer um

Essa abordagem nutricional se desenvolveu entre fisiculturistas profissionais e, apesar de produzir resultados visíveis, os especialistas do Hospital Israelita Albert Einstein ressaltam a ausência de consenso científico que a estabeleça como estratégia ideal para ganho muscular e definição corporal.

O hospital indica que a prática é apropriada principalmente para pessoas com experiência avançada em treinamento físico e objetivos específicos de modificação corporal. Atletas de fisiculturismo e lutadores que necessitam manter determinado peso enquanto maximizam massa magra representam o público principal para essa estratégia. Praticantes experientes de musculação também podem adotá-la, desde que com acompanhamento profissional especializado.

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Por outro lado, o hospital esclarece que essa abordagem não se adequa à maioria das pessoas. Iniciantes na musculação obtêm melhores resultados com programas de treinamento e alimentação mais equilibrados e menos extremos.

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Riscos à saúde

Pessoas com condições específicas de saúde como diabetes, enxaqueca crônica, problemas gastrointestinais ou histórico de transtornos alimentares devem evitar essa estratégia, pois as alterações drásticas na dieta podem agravar esses quadros. Indivíduos com dificuldade em manter relação saudável com a alimentação também necessitam de atenção especial.

A instituição de saúde enfatiza que adolescentes não devem praticar o bulking e cutting. Isso porque o metabolismo nessa faixa etária já favorece naturalmente o ganho de massa muscular. A adolescência também representa período crucial para o estabelecimento de hábitos alimentares saudáveis que permanecerão na vida adulta.

Quando implementada sem acompanhamento adequado, essa estratégia alimentar pode causar diversos problemas. Durante a fase de bulking, o ganho excessivo de gordura torna-se um risco quando a ingestão calórica é muito elevada. Na fase de cutting, déficits calóricos severos podem provocar perda indesejada de massa muscular.

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Atenção aos déficits nutricionais

Outro aspecto destacado pelos especialistas é que muitos praticantes concentram-se apenas nas calorias e macronutrientes (carboidratos, proteínas e gorduras), negligenciando os micronutrientes (vitaminas e minerais).

Essa negligência pode resultar em deficiências nutricionais, especialmente durante a fase de cutting. As mudanças bruscas na ingestão calórica entre as duas fases também podem desencadear problemas metabólicos e hormonais.

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Busque por um profissional

Para quem deseja adotar essa estratégia com segurança, é recomendado consultar um nutricionista antes de iniciar. Esse profissional poderá avaliar se a abordagem é adequada para o indivíduo, estabelecer a duração do programa e fazer os ajustes necessários. O acompanhamento deve ocorrer em conjunto com um educador físico, que adaptará o treinamento conforme a fase (bulking ou cutting) e irá monitorar o progresso do praticante.

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A implementação dessas fases deve acontecer em ambiente controlado, com supervisão constante tanto do nutricionista quanto do educador físico responsável pelo treinamento. O processo ocorre durante período determinado pelo nutricionista, estabelecido após avaliação completa do estado de saúde e objetivos do praticante.

Ainda não se conhecem os efeitos a longo prazo dessa estratégia quando praticada repetidamente ou por períodos prolongados sem orientação adequada. A partir da implementação dessas estratégias, os treinos precisarão ser adaptados conforme a fase em que o praticante se encontra, seja no período de “cortar” ou na fase de acúmulo calórico.

“Essas são estratégias específicas e pontuais em um plano alimentar e de treinamento, visando um objetivo específico a curto prazo. Portanto, não substituem uma dieta equilibrada e bem orientada”, explica Gabriela Mieko, nutricionista do Espaço Einstein, do Hospital Israelita Albert Einstein.

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