Neste sábado (20), foi comemorado o Dia do Amigo. A data celebra além da amizade entre pessoas, comemorando o convívio entre os animais e os seres humanos. Esta união vai além do carinho, podendo levar benefícios à saúde física e mental de quem convive com os bichinhos.

Foto: Paulo Pires/Arquivo-GES
Na verdade, o presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMV-RJ), Diogo Alves observa que a ciência já estuda há bastante tempo os benefícios de se ter um animal para ajudar na saúde mental.
LEIA TAMBÉM: DIA DO AMIGO: Relação é fundamental para a saúde mental, diz psicóloga
Os benefícios da amizade com os animais:
Segundo o veterinário, os donos de pets têm níveis mais baixos de triglicerídeos e colesterol quando comparados com pessoas que não têm animais.
“Estudos apontam que pessoas acima de 65 anos de idade que têm um animal em casa têm 30% menos probabilidade de ir a médicos, em relação àquelas que não têm”, afirma.
Diogo Alves assegura que “brincar com cães, gatos e outros animais de estimação eleva os níveis de serotonina e dopamina, trazendo relaxamento, paz, calma e sensação de bem-estar para a gente”.
LEIA MAIS: Gosta de Sempre ao Seu Lado? Novo filme estreia nesta semana nas salas de cinema Cinemark
Pessoas que têm animais de estimação têm, ainda, segundo veterinário, menor nível de pressão arterial e estresse.
“Há estudos comprovando que pessoas que eram hipertensas, depois de alguns meses com um animalzinho, tiveram uma queda considerável [da pressão alta] em comparação a quem não tinha o animal. O benefício é imenso.”
Hoje, pode-se dizer, que a inter-relação entre humano e animais é uma via de mão dupla, diz o presidente do CRMV-RJ. “É menos solidão. A gente observa que as pessoas ao caminhar com seus pets na rua são abordadas por outras pessoas”, avalia.
“Estabelece-se uma relação de amizade e contato. É super interessante do ponto de vista social e comportamental. É muito importante esse convívio mútuo entre o animal e o ser humano”, completa.
FIQUE DE OLHO: Deadpool & Wolverine: quem é Dogpool, interpretado por cachorra mais feia do Reino Unido
O convívio com um animal pode ajudar, inclusive, a afastar ameaças de suicídio. “Com certeza, o isolamento pode acentuar sintomas de depressão, e a companhia de um pet pode beneficiar pessoas que estão deprimidas ou depressivas”, diz.
De acordo com o veterinário, cuidar de um animalzinho faz com que o dono se sinta necessário e querido e a pensar que, se morrer, quem irá cuidar dele? “Essa companhia mútua faz com que a pessoa desista da questão de suicídio”, diz.
CONFIRA: INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: Aplicativos gratuitos para terapia já existem, mas é preciso cuidado
Preenchendo vazios
A assistente social Carla Maria da Silva Ribeiro e sua filha Gabriela ficaram muito tristes com a morte, em 2017, da poodle Mel, com quem conviviam há 16 anos. “Foi um sofrimento. Ficou aquele vazio”, disse Carla. No ano seguinte, a mãe de Carla também morreu.
Por sugestão da filha, Carla decidiu adotar um novo animal. Depois de quatro meses em sua casa, Carla descobriu que a cadela é epiléptica. “Após todo o cuidado, a gente percebe o carinho e a gratidão no olhar dela”.
Depois de seis meses da primeira adoção, resolveram adotar mais um cão, o Alfred. Na pandemia da covid-19, Carla foi contaminada e o animal não se afastava do seu lado. “Eles são fiéis. É uma paixão que a gente tem”, afirma Carla.
Os dois animais, segundo ela, ajudaram a diminuir o vazio causado pelo falecimento de Mel e, depois, da mãe de Carla.
SIGA O ABCMAIS NO GOOGLE NOTÍCIAS!