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SAÚDE EM RISCO?

Corante cancerígeno está em alimentos que você e seus filhos comem; saiba qual substância usada no Brasil evitar

Estudos mostram que corante, proibido em outros países, está relacionado ao câncer

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Publicado em: 12/02/2025 às 10h:59 Última atualização: 12/02/2025 às 10h:59
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Balas, confeitos, bombons, sorvetes e muitos outros alimentos processados, vendidos no Brasil e no mundo, possuem um corante vermelho. Eles são consumidos por milhares de pessoas diariamente, principalmente por crianças. Porém, neste ano, a substância ficou em destaque, mas por um motivo nada agradável. Afinal, o corante pode ser cancerígeno.

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Corante usado para deixar doces mais vermelhos pode ser cancerígeno | abc+



Corante usado para deixar doces mais vermelhos pode ser cancerígeno

Foto: Alejandro Peralta/Pexels

O assunto veio a tona após a Food and Drug Administration (FDA), uma agência reguladora como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) dos EUA, proibir o uso do Corante Vermelho nº 3, também conhecido como eritrosina, em alimentos. Agora, os fabricantes de remédios devem mudar a composição dos medicamentos até janeiro de 2028 e os dealimentos até janeiro de 2025.

O corante foi aprovado pela FDA em 1907. Contudo, uma legislação aprovada em 1958 proíbe a aprovação de aditivos que possam causar câncer em humanos ou animais. Apesar disso, o corante continuou a ser utilizado em alimentos e medicamentos, mesmo após sua proibição em cosméticos desde 1990 devido a evidências de que causava câncer de tireoide em ratos.

A professora Sheela Sathyanarayana, especialista em pediatria da Universidade de Washington, criticou a lentidão das regulamentações nos Estados Unidos em comparação a países como Austrália e Nova Zelândia, além da União Europeia, que já baniram o aditivo de alimentos. “É um ótimo primeiro passo para os EUA, mas, francamente, estamos muito atrasados”, afirmou.

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Nos últimos anos, diversos grupos de interesse público têm pressionado a FDA para revogar a autorização do corante. Em 2022, uma petição destacava estudos que associavam altos níveis da substância ao desenvolvimento de câncer em ratos machos.

Peter Lurie, diretor-executivo do Center for Science in the Public Interest, enfatizou que os consumidores não deveriam ter que verificar rótulos constantemente para evitar um produto que já deveria ter sido banido.

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A resposta da FDA à petição alegou que não havia evidências científicas suficientes ligando o corante ao câncer em outros tipos de animais e que não existiam dados que comprovassem riscos à saúde humana pelo consumo do aditivo.

Um marco ocorreu em 2023 quando a Califórnia se tornou o primeiro estado dos EUA a proibir o uso do Corante Vermelho nº 3 em alimentos, com a legislação programada para entrar em vigor em 2027. Desde então, algumas empresas começaram a eliminar o corante de seus produtos, conforme relatado por Melanie Benesh, vice-presidente do Environmental Working Group.

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Potenciais cancerígenos do corante vermelho nº 3

Além dos potenciais riscos cancerígenos, algumas pesquisas sugerem uma correlação entre o uso de corantes alimentares sintéticos e problemas comportamentais como hiperatividade em crianças. No entanto, muitos desses estudos apresentaram limitações significativas devido ao tamanho das amostras.

E o Brasil?

No Brasil, a Anvisa informou que está ciente das recentes decisões da FDA e revisará as evidências científicas relacionadas à segurança do corante.

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Embora estudos tenham indicado uma ligação entre altos níveis do corante e o desenvolvimento de câncer em ratos machos, a Anvisa ressalta que pesquisas com humanos não demonstraram tais efeitos adversos. Em 2018, uma avaliação realizada por especialistas da OMS e da FAO concluiu que a exposição dietética ao corante não representava riscos à saúde.

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A Anvisa também afirmou que pode revisar as autorizações de uso de aditivos alimentares se novas evidências surgirem. Como observou Sathyanarayana, é praticamente impossível eliminar totalmente os riscos associados aos produtos químicos na dieta. Entretanto, ela sugere que os pais limitem o consumo de corantes a ocasiões especiais para minimizar qualquer risco potencial.

*Com informações de O Globo

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