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TRATAMENTO ESPECIALIZADO

Dia Internacional do Câncer Infantil: diagnóstico precoce salva vidas

Hospital Criança Conceição conta com ambiente lúdico e acolhedor para auxiliar no tratamento oncológico

Publicado em: 13/02/2026 às 17h:25 Última atualização: 13/02/2026 às 17h:25
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Crianças realizam atividades enquanto esperam atendimento | abc+



Crianças realizam atividades enquanto esperam atendimento

Foto: Chico Lisboa/GHC

Lembrado em 15 de fevereiro, o Dia Internacional do Câncer Infantil chama a atenção para uma série de doenças que podem resultar em 7.560 novos casos no País em 2026, segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

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Referência no atendimento oncológico pediátrico 100% realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o Hospital Criança Conceição (HCC), integrante do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), tem como diferencial um cuidado que vai além do tratamento clínico, apostando na humanização e no ambiente como aliados da recuperação.

Exemplos disso são as salas lúdicas e as atividades desenvolvidas com os pacientes durante os períodos de realização de terapias e de internação. Para a família de Felipe Cardoso Flores, o conjunto dessas iniciativas foi determinante para enfrentar a doença, descoberta no primeiro dia de aula de 2022.  À época, com 9 anos, o menino passou mal ao longo do dia e, durante a madrugada, teve uma piora no quadro.

Felipe foi levado à emergência do Hospital Centenário em São Leopoldo, onde fez exames que apontaram uma suspeita de leucemia. Em poucas horas, foi encaminhado ao Hospital Criança Conceição, local onde, após biópsia de medula, teve a confirmação da enfermidade. Após quatro anos do diagnóstico, Felipe se prepara para encerrar o tratamento no dia 25 de fevereiro, dois dias antes de completar 14 anos.

Cristiane Sampaio Cardoso comemora fim do tratamento do filho | abc+



Cristiane Sampaio Cardoso comemora fim do tratamento do filho

Foto: Chico Lisboa/GHC

“O modo como o médico explica tudo e o carinho de toda a equipe foram muito importantes. Criamos vínculos porque sempre há um abraço e um gesto de conforto para as crianças e os familiares”, relata Cristiane Sampaio Cardoso, mãe do paciente.

Embora sejam consideradas raras na comparação com os adultos, as neoplasias infantojuvenis são a principal causa de morte por doenças no Brasil na população até 19 anos. No Rio Grande do Sul, o número de novos casos em 2026 pode chegar a 430, de acordo com o Inca.

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Impacto da humanização

Entre os sinais de alerta estão palidez, cansaço, falta de disposição para brincar, febre persistente por mais de 15 dias, dor nas pernas, manchas no corpo e pele amarelada. Diante desses indicativos, a recomendação é buscar atendimento nas Unidades Básicas de Saúde.

Oncologista Roberto Cabral explica o câncer infantil | abc+



Oncologista Roberto Cabral explica o câncer infantil

Foto: Chico Lisboa/GHC

Sintomas agudos e mais graves exigem maior atenção e, portanto, a indicação é procurar um serviço de emergência. “O paciente precisa ser avaliado, fazer exames complementares e receber um diagnóstico preciso. A maioria dos casos tem altas chances de cura, especialmente quando identificados cedo”, afirma o oncologista pediátrico Roberto Cabral, responsável pelo serviço de Oncologia Pediátrica e Hematologia Pediátrica do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC).

Para além da assistência, o ambiente e o atendimento hospitalar também repercutem no desfecho da doença. Nesse sentido, a estrutura do HCC foi pensada para reduzir medos e tornar o cuidado mais leve.

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O ambulatório oncológico e a internação contam com decoração temática, consultórios com desenhos de animais e de fazendinha e elevadores com ilustrações de foguetes, incentivando os pequenos a imaginarem uma decolagem rumo à cura.

“A questão lúdica faz muita diferença. Esse público já enfrenta desafios próprios do crescimento e ainda precisa lidar com o afastamento da escola. Tudo isso interfere nos resultados das terapias”, atesta o oncologista.

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Fora isso, o HCC tem uma sala de recreação exclusiva da oncologia pediátrica, coordenada pela psicopedagoga Tatiane Milani. Ela desenvolve atividades lúdicas e pedagógicas enquanto os pequenos aguardam exames e consultas. O trabalho inclui, entre outras coisas, o contato com as escolas para garantir a continuidade do aprendizado durante o processo terapêutico.

Atendimento integral pelo SUS

Hoje, o Criança é a única instituição com atendimento integral pelo SUS, recebendo jovens de todo o Rio Grande do Sul. Atualmente, são 137 pacientes ativos, dos quais 57 são do Interior, 45 de Porto Alegre e 35 da Região Metropolitana. Para acolhê-los e tratá-los, a instituição dispõe de 12 leitos de internação, três ambulatoriais e um de isolamento no ambulatório.

Pedagoga vai até pacientes internados para auxiliar com tarefas da escola | abc+



Pedagoga vai até pacientes internados para auxiliar com tarefas da escola

Foto: Chico Lisboa/GHC

Outro diferencial do serviço é a organização do cuidado. Embora os protocolos sejam internacionais, no Criança, cada paciente recebe um plano individualizado, com previsões de internação, ciclos de tratamento, uso de medicamentos e possíveis intercorrências.

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Após a confirmação da doença, a família participa de uma consulta detalhada com a equipe multiprofissional, em um encontro que pode durar cerca de duas horas, garantindo orientação e segurança.

Para Cristiane, mãe de Felipe, a mensagem às famílias é de esperança: “Não desistam. Basta um beijo, um abraço e fé para seguir em frente”, afirma. O menino, que ficou afastado da escola por um longo período, já planeja o futuro. “Ele quer voltar a estudar, fazer curso de computação e natação. Tem um mundo inteiro para conquistar”, conclui a mãe.

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