Uma nova versão da vacina contra o herpes-zóster está em desenvolvimento atualmente. Com uma tecnologia usada no imunizante contra a Covid-19, ela pode ser mais eficaz, simples de produzir e de aplicação única, conforme o Jornal da USP.
CONFIRA: HERPES-ZÓSTER: Varicela e infecção fetal estão entre as complicações causadas pela doença; confira

Foto: Tara Winstead/Pexels
A herpes-zoster é uma doença conhecida popularmente como cobreiro, causada pelo Vírus Varicela-Zóster (VVZ), o mesmo da catapora, conforme o Ministério da Saúde.
O vírus permanece adormecido durante toda a vida da pessoa e é reativado já na idade adulta, quando o sistema imunológico fica comprometido por algum motivo, por doenças crônicas ou câncer, por exemplo.
Além de dores, coceiras e lesões, a herpes-zóster pode levar a complicações. Dentre elas, a ataxia cerebelar aguda, infecções bacterianas secundárias na pele e, em casos graves, até a morte.
ENTENDA: HERPES-ZÓSTER: O que você sabe sobre a doença? Confira perguntas e respostas
Como principal método de prevenção, está a vacinação, que pode ter um grande avanço com o desenvolvimento de imunizantes usando outra tecnologia: a do RNA mensageiro (mRNA).
O RNA mensageiro é diferente das que estão disponíveis na rede privada de saúde atualmente. “Funciona como um ‘manual’ de instruções genéticas para a produção de uma proteína específica do vírus”, explica o biólogo Danillo Espósito ao portal.
A partir disso, nanopartículas de lipídeos levam essas informações até as células. Isso possibilita o corpo a usar esses dados para produzir a proteína, conforme o pesquisador do Centro de Pesquisa em Virologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP).
Atualmente, as vacinas possuem eficácia acima de 90%, mas exigem duas doses para que o efeito seja completo. Como a de RNA pode ser feita em apenas uma, reduz os custos de produção e mantém a alta eficácia, segundo o jornal.
SIGA O ABCMAIS NO GOOGLE NOTÍCIAS!
O imunizante que usa o mensageiro RNA também tem mostrado ser eficaz e seguro para todos, inclusive para os idosos, que representam quase 40% das internações por herpes-zóster e imunossuprimidos, que estão com o sistema imunológico mais fragilizado.
O pesquisador explica que a vacina ensina o corpo a reconhecer e combater a doença, sem precisar do vírus inativo. O imunizante também dificulta a reativação viral já que fortalece os linfócitos T, que diminuem quando as defesas do corpo estão mais fracas.
A vacina continua em fase de testes clínicos e ainda não há previsão de quando será liberada.
As informações veiculadas nesta matéria são apenas para fins de educação. Em caso de sintomas, ou de dúvidas, um profissional de saúde deve ser consultado.