O hálito pode ser um indicador da saúde bucal, por isso é recomendado prestar atenção ao odor que emana da boca. Outras manifestações, como sangramento gengival, ou inchaços, também são sinalizadores de que algo pode estar mal.

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Na grande maioria dos casos, a halitose – ou mau hálito – se resolve com uma rotina de cuidados que inclui escovação e uso diário do fio dental, além de consultas regulares ao dentista.
No entanto, nem toda halitose é igual. Quando o odor é fétido – que lembra o cheio de fezes – é sinal de que existem problemas. “A presença constante de hálito fétido não é considerada normal.
Diante desse quadro, é fundamental procurar o cirurgião-dentista, que realizará um exame clínico minucioso e indicará o tratamento mais adequado para cada caso”, explica a cirurgiã–dentista e especialista em endodontia, Raquel da Silveira Caiél, da Hapvida.
No entanto, Raquel ressalta também que 95% das ocorrências que chegam ao consultório, relatando mau hálito, têm origem bucal. “Estando diretamente relacionados a uma higiene oral inadequada ou ineficiente”, adverte.
Um problema leva a outro
Escovação ineficiente e falta de uso do fio dental favorecem o acúmulo de placa bacteriana nos dentes. Isto pode desencadear processos inflamatórios na gengiva, que podem ser notados por sangramentos, inchaço e alteração na coloração das gengivas.
“Esses sinais clínicos característicos são indicativos de uma condição chamada gengivite, uma doença inflamatória ainda reversível, desde que sejam adotadas medidas adequadas de higiene bucal e acompanhamento odontológico”, afirma Raquel.
Por outro lado, se a gengivite não for tratada, pode evoluir para uma condição grave a irreversível: doença periodontal (periodontite). “Nesse estágio, ocorre a perda progressiva dos tecidos de suporte do dente”, adverte. Isso pode tornar os dentes frouxos e até culminar na perda dos dentes.
Consulta e investigação das causas
O mau hálito pode ser prevenido com a adoção de hábitos adequados de higiene bucal e cuidados diários simples, que fazem toda a diferença na saúde oral. “Na grande maioria das situações, o mau hálito têm na origem bucal e pode ser resolvido com medidas simples de higiene oral, como escovação correta, uso diário do fio dental, higienização da língua e acompanhamento odontológico regular”, afirma Raquel.
No entanto, se a halitose persiste mesmo após a conclusão do tratamento, explica a dentista, é necessário investigar possíveis causas sistêmicas. “Nesses casos, o profissional poderá solicitar exames complementares e, se necessário, encaminhar o paciente para avaliação médica, a fim de realizar uma análise mais
detalhada e identificar eventuais alterações gastrointestinais, metabólicas, respiratórias ou sistêmicas.”