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MEDICINA REPRODUTIVA

Nascimento do primeiro bebê de proveta no mundo completa 47 anos

Há 47 anos nascia o primeiro bebê de proveta: avanços da Medicina Reprodutiva e da tecnologia permitem que cada vez mais pessoas realizem o sonho de ter filhos

Publicado em: 23/07/2025 às 14h:56
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No dia 25 de julho de 1978, o mundo conheceu Louise Brown, o primeiro bebê concebido por fertilização in vitro (FIV), na Inglaterra. Um marco que transformou a ciência e abriu caminho para milhões de famílias em todo o planeta.

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A história de Louise, recentemente retratada no filme Joy, mostra os desafios e as conquistas por trás do nascimento da chamada “primeira bebê de proveta”.

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Nilo Frantz, especialista em Reprodução Assistida há mais de 30 anos | abc+



Nilo Frantz, especialista em Reprodução Assistida há mais de 30 anos

Foto: Arquivo

Quase cinco décadas depois, os avanços da Medicina Reprodutiva, aliados à tecnologia, possibilitam que cada vez mais pessoas e casais de diferentes formações e histórias realizem o sonho de ter um filho.

“Estamos vivendo uma era de enorme evolução na reprodução assistida. Quando Louise nasceu, a técnica de FIV era algo experimental, com chances limitadas de sucesso.

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Hoje, graças ao aprimoramento dos protocolos médicos e à incorporação de recursos como inteligência artificial e sistemas de monitoramento embrionário por time-lapse, e testes genéticos, os índices de sucesso são muito superiores e os tratamentos são cada vez mais personalizados”, destaca o médico especialista em Reprodução Humana Nilo Frantz.

Ciência e tecnologia a favor das famílias

A fertilização in vitro, que revolucionou a medicina reprodutiva há 47 anos, evoluiu não apenas em termos de eficácia, mas também de possibilidades.

Atualmente, recursos como o time-lapse, tecnologia que permite o monitoramento em tempo real do desenvolvimento dos embriões em laboratório, o uso de inteligência artificial na seleção embrionária e testes genéticos cada vez mais precisos, contribuem para aumentar as taxas de sucesso dos tratamentos.

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Além disso, a medicina reprodutiva acompanha as mudanças sociais e culturais. “Vemos um número crescente de pessoas solteiras, casais homoafetivos e mulheres que optam por postergar a maternidade buscando tratamentos de reprodução assistida. A ciência está permitindo que diferentes configurações familiares possam realizar o sonho de ter um filho”, explica Frantz.

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Conexão histórica com os pioneiros

Frantz carrega, inclusive, uma conexão direta com o marco inicial dessa revolução. Durante sua formação em Londres, o especialista teve contato com o Robert Edwards, ganhador do Prêmio Nobel de Medicina e responsável, ao lado da equipe britânica, pelo nascimento de Louise Brown.

“É uma honra ter tido contato com um dos grandes nomes da história da reprodução assistida. Isso reforçou meu compromisso em trazer o que há de mais moderno e seguro para o Brasil”, destaca o médico, que há mais de 30 anos atua na área e lidera uma das clínicas referência do país.

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