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SAÚDE DO HOMEM

Novas abordagens no tratamento do câncer próstata representam mais chance de cura

Especialistas apontam também que o diagnóstico precoce é fundamental para garantir o sucesso no tratamento do câncer de próstata

Publicado em: 07/11/2025 às 16h:03 Última atualização: 07/11/2025 às 16h:03
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O câncer de próstata é o tipo mais comum entre os homens, excetuando-se os tumores de pele não melanoma, e uma das principais causas de morte por câncer na população masculina. Apesar disso, quando detectado precocemente, apresenta altas taxas de cura, que podem superar 90%, conforme destaca o urologista da Oncoclínicas em Canoas, Rodrigo Blaya.

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De acordo com o especialista, o rastreamento do câncer de próstata é uma forma de prevenção secundária, voltada à identificação da doença ainda em estágios iniciais, em indivíduos sem sintomas, mas com risco aumentado. 

“O câncer de próstata possui características especiais que justificam o rastreamento: é muito prevalente em homens acima dos 50 anos e, na fase inicial, dificilmente apresenta sintomas clínicos”, explica Blaya. “Os sinais costumam surgir apenas em casos avançados, quando há metástases, ou em situações associadas a outras doenças da próstata, como a hiperplasia benigna”, complementa.

Rastreamento: toque retal e  PSA

Os dois exames principais para o rastreamento são o toque retal e o PSA (antígeno prostático específico), que são complementares, pois um pode indicar alterações que o outro não mostra. Em geral, recomenda-se iniciar o rastreamento a partir dos 50 anos, ou aos 45 anos para homens com histórico familiar, de ascendência negra ou com mutações genéticas específicas.

Caso algum dos exames apresente alterações, o próximo passo é a ressonância magnética multiparamétrica, que auxilia na decisão sobre a necessidade de biópsia. “O diagnóstico precoce salva vidas. Quando o câncer é descoberto em estágio inicial, as chances de cura aumentam significativamente e o tratamento tende a ser menos agressivo”, enfatiza.

Blaya cita o maior estudo mundial sobre o tema, o ERSPC, que acompanhou homens por 17 anos e demonstrou redução de 20% na mortalidade por câncer de próstata entre aqueles que realizaram rastreamento regular.

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Tratamentos e novas abordagens ampliam chances de cura do câncer de próstata

Os avanços nos tratamentos também têm sido decisivos para ampliar as possibilidades de controle da doença. Conforme o oncologista Eduardo Bischoff, da Oncoclínicas em Porto Alegre, as opções terapêuticas variam conforme o estágio e a localização do tumor, indo desde a vigilância ativa, quando apenas acompanhamento é suficiente, até terapias combinadas de cirurgia, radioterapia e bloqueio hormonal. 

“Em casos localizados, os principais tratamentos incluem vigilância ativa, cirurgia ou radioterapia com ou sem bloqueio hormonal”, explica. “Nas situações mais avançadas, podemos empregar terapias combinadas com antiandrogênicos de nova geração, quimioterapia, ou ainda abordagens inovadoras como teranósticos e inibidores da PARP”, acrescenta.

Os teranósticos representam um dos maiores avanços recentes: combinam diagnóstico e tratamento em uma mesma estratégia, por meio de terapia nuclear direcionada às células tumorais. Já os inibidores da PARP (IPARP) são medicamentos orais que atuam de forma personalizada, especialmente eficazes em pacientes com mutações genéticas como o BRCA.

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Além das terapias específicas, Bischoff ressalta a importância do estilo de vida e da abordagem multidisciplinar. “Exercícios físicos de força e aeróbicos, dieta equilibrada, controle de doenças cardiovasculares e o acompanhamento com uma equipe multidisciplinar são fundamentais para garantir que os pacientes tenham acesso pleno e seguro a todas essas tecnologias”, destaca.

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