Algumas plantas aromáticas são usadas para afastar insetos, como as moscas. Há quem diga que funcionam também para evitar que os mosquitos fiquem próximos, inclusive o Aedes aegypti, causador da dengue. Elas realmente funcionam?

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Apesar das plantas, como a citronela e o cravo, realmente possam ajudar a manter mosquitos longe, já que possuem compostos químicos que são repelentes, elas podem não funcionar como o esperado. E o mesmo vale para os óleos feitos a partir delas.
Existem dois tipos de repelente: os cosméticos, que são aplicados na pele, e os saneantes, que são usados no ambiente, conforme a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O Instituto Butantan explica que é preciso usar corretamente repelentes recomendados pelo Ministério da Saúde contra a dengue. Isso porque os que são feitos com citronela, andiroba, óleo de cravo, entre outros, não possuem comprovação científica, embora existam estudos em andamento sobre o assunto. “Ou seja, as velas, os odorizantes de ambientes, os limpadores e os incensos que indicam propriedades repelentes de insetos não estão aprovados”, afirma a Anvisa.
O único óleo aprovado pela agência reguladora como inseticida é o de neem, que possui azadiractina na composição, mas o produto deve estar registrado.
Então o que fazer para se proteger do mosquito da dengue?
Para se proteger do mosquito da dengue, o recomendado é usar repelentes aprovados pelo Ministério da Saúde e pela agência reguladora, além de utilizá-los da forma correta. Também é importante acabar com os possíveis focos do mosquito.
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Outras medidas de prevenção são:
• Usar telas nas janelas e portas;
• Remover recipientes de casa que possam se transformar em criadouros de mosquitos;
• Vedar os reservatórios e caixas de água;
• Desobstruir calhas, lajes e ralos;
• Ter cuidado ao usar hidratantes e cosméticos com perfumes, já que eles atraem o mosquito;
• Usar roupas claras, de mangas longas e calças compridas – roupas escuras e justas podem facilitar a picada do mosquito;
• Instalar mosquiteiros em camas e berços;
• Usar ar-condicionado e ventilador;
Como usar os repelentes de forma correta:
Os repelentes indicados pela Anvisa contra o mosquito da dengue possuem uma destas três substâncias: DEET, Icaridina e IR 3535. Embora todos eles sejam seguros para idosos, gestantes e adultos, desde que usados conforme as instruções das embalagens, existem restrições quanto ao uso em bebês e crianças.
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Os que são cosméticos devem ser passados da seguinte forma:
• Aplique o produto somente nas áreas expostas do corpo e seguindo as instruções do produto, jamais embaixo das roupas;
• Não aplique mais que três vezes ao dia pois pode causar intoxicação;
• Se for usar hidratante ou filtro solar, espere secar e aplique o repelente 15 minutos após o uso destes produtos, ele sempre é o último a ser aplicado;
• Não aplique o repelente próximo dos olhos, nariz, boca;
• Lave as mãos após o uso do repelente;
• Não aplique nas mãos das crianças, já que elas podem levar o produto à boca;
• Não durma com o repelente: Tome um banho para remover o produto antes de dormir;
Além disso, estudos científicos mostram que a icaridina 20-25% fornece maior proteção contra o Aedes aegypti do que o DEET 6-9%, explica a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Para mais informações sobre, visite o folder da SBD.
Quais os sintomas da dengue
A dengue é uma doença febril, provocada pela picada da fêmea infectada do mosquito Aedes aegypti. Em 2025, já foram identificados 3.728 casos de dengue no Rio Grande do Sul e uma pessoa faleceu, conforme o Painel de Casos da Secretaria de Saúde do governo do Estado.
Os principais sintomas são:
• Febre alta, entre 39ºC e 40ºC;
• Dor de cabeça;
• Prostração;
• Dores musculares e/ou articulares;
• Dor atrás dos olhos.
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Quando procurar o serviço de saúde
O Ministério da Saúde afirma que qualquer pessoa que apresentar febre de início repentino e um dos sintomas citados acima deve procurar imediatamente um serviço de saúde para obter um tratamento.
Durante todo o período, a pessoa deve se hidratar e beber bastante água, além de evitar se automedicar. Entre o 3º e o 7º dia da doença, pode acontecer a piora da pessoa, por isso deve-se ficar atento a sangramentos da mucosa, vômitos persistentes, dores fortes na barriga e outros sintomas.
*As informações veiculadas nesta matéria são apenas para fins de educação. Em caso de sintomas, ou de dúvidas, um profissional de saúde deve ser consultado.
Fonte: Ministério da Saúde; Anvisa; Instituto Butantan; Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Painel de Casos de Dengue no RS.