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OBESIDADE

Popularização das "canetas emagrecedoras" acende alerta sobre riscos à saúde

Especialista destaca a importância do acompanhamento médico e da mudança de hábitos no tratamento da obesidade

Publicado em: 29/07/2025 às 14h:15 Última atualização: 29/07/2025 às 14h:16
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O crescimento do uso das chamadas “canetas emagrecedoras” no Brasil, como Mounjaro e Ozempic, tem chamado a atenção de especialistas em saúde. Popularizadas por influenciadores e celebridades, essas medicações vêm sendo cada vez mais buscadas por pessoas que desejam emagrecer de forma rápida, muitas vezes, sem orientação médica.

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Ozempic, medicamento para emagrecer | abc+



Ozempic, medicamento para emagrecer

Foto: Adobe Stock

Apesar de autorizadas pela Anvisa para o tratamento da obesidade, do sobrepeso com comorbidades e do diabetes tipo 2, essas substâncias exigem cautela e acompanhamento profissional. Dados da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) mostram que a prescrição desses medicamentos mais que dobrou nos últimos dois anos no país. Esse movimento, no entanto, não está necessariamente associado a um maior acesso ao cuidado médico de qualidade, mas sim à intensificação da medicalização como resposta rápida a um problema complexo.

Riscos do uso do medicamento

Apesar dos benefícios reconhecidos, o uso dessas substâncias sem prescrição médica, ou por pessoas que não se enquadram nas indicações previstas, pode trazer efeitos adversos significativos, como náuseas, vômitos, constipação, diarreia, dor de cabeça, reações no local da aplicação e risco aumentado de pancreatite. De acordo com a endocrinologista Dra. Patrícia Zach, do Hospital Dia Campo Limpo, outras possíveis complicações são reações alérgicas graves, emagrecimento excessivo, queda de cabelo e o chamado efeito sanfona, especialmente quando não há mudanças de hábitos.

Patrícia também alerta sobre os riscos ampliados para determinados grupos. “Pessoas com histórico de transtornos alimentares, por exemplo, podem ter recaídas com o uso desregulado dessas substâncias. A principal preocupação nesses casos é a recidiva de quadros como anorexia” explica.

Além da medicação

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atividade_fisica.jpg | abc+



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Foto: 6775

Segundo a especialista, o uso correto desse tipo de medicamento inclui a criação de um plano terapêutico contínuo, com acompanhamento médico, avaliação do histórico clínico e consideração das condições emocionais e sociais do paciente. “Não existe tratamento milagroso. É necessário conhecer o paciente, entendersua dinâmica de vida e adaptar o que é possível ser feito. Ou seja, cada tratamento é individual e único”, pontua.

Dados do Ministério da Saúde apontam que mais de 22% da população adulta brasileira já vive com obesidade. Nesse contexto, a médica enfatiza que os medicamentos podem ser aliados no processo de tratamento, mas não substituem as medidas fundamentais, centradas na reeducação dos hábitos.

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“As alternativas para o emagrecimento que devem ser priorizadas são as mudanças do estilo de vida. Incentivar a prática de exercícios físicos e ensinar o preparo de refeições saudáveis e o aproveitamento integral dos alimentos. Não há sucesso no tratamento sem a mudança de hábitos, por isso, uma equipe multidisciplinar é importante. Sem ela, seria como erguer um prédio sem fazer a fundação”, afirma a endocrinologista.

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