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AEDES AEGYPTI

Saiba qual é o sorotipo da dengue que mais preocupa no Brasil

Sorotipos são variações do vírus que, embora pertençam à mesma espécie, possuem diferenças em sua composição antigênica

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Publicado em: 31/01/2025 às 16h:21 Última atualização: 31/01/2025 às 16h:21
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O verão aumenta a proliferação da dengue, doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. O Ministério da Saúde explica quais sãos os sorotipos da dengue (DENV), que pertence à família dos flavivírus.

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Aedes aegypti se desenvolve em água parada e com temperaturas mais elevadas, como ocorre agora | abc+



Aedes aegypti se desenvolve em água parada e com temperaturas mais elevadas, como ocorre agora

Foto: Divulgação/Prefeitura de Montenegro

“Cada um desses sorotipos pode causar desde infecções assintomáticas até quadros graves da doença. É por isso que estamos trabalhando intensamente nas medidas de prevenção da doença por meio da eliminação dos focos do mosquito transmissor da doença”, explica a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

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Sorotipos da dengue

Sorotipos são variações do vírus que, embora pertençam à mesma espécie, possuem diferenças em sua composição antigênica. No caso da dengue, os quatro sorotipos (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4) são suficientemente distintos para que uma infecção por um deles não ofereça imunidade contra os outros.

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Isso significa que uma pessoa pode ser infectada até quatro vezes, uma por cada sorotipo. Além disso, infecções subsequentes por diferentes sorotipos aumentam o risco de formas mais graves da doença, como a dengue hemorrágica.

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A infecção por determinado sorotipo tem efeito protetor permanente contra aquele sorotipo especifico e efeito protetor temporário contra os outros sorotipos.

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Por que o sorotipo 3 é o que mais preocupa?

O DENV-3 é considerado um dos sorotipos mais virulentos do vírus da dengue, ou seja, tem maior potencial de causar formas graves da doença. Estudos indicam que, após a segunda infecção por qualquer sorotipo, há uma predisposição para quadros mais graves, independentemente da sequência dos sorotipos envolvidos. No entanto, os sorotipos 2 e 3 são frequentemente associados a manifestações mais severas.

A introdução de um novo sorotipo em uma população previamente exposta a outros tipos pode levar a epidemias significativas.

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No Brasil, por exemplo, o aumento da incidência da doença entre 2000 e 2002 foi associado à introdução do DENV-3, elevando o risco de epidemias de dengue e febre hemorrágica da dengue.

Como prevenir

Diante da circulação dos quatro sorotipos no país, é fundamental intensificar as medidas de prevenção, especialmente no controle ao mosquito transmissor. Eliminar focos de água parada, utilizar repelentes e instalar telas de proteção são algumas das ações recomendadas.

Além disso, é importante estar atento aos sintomas da dengue e procurar assistência médica imediata em caso de suspeita, especialmente se houver sinais de alarme, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos.

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A vigilância constante e a adoção de medidas preventivas são essenciais para controlar a disseminação da dengue e minimizar os riscos associados aos seus diferentes sorotipos, especialmente o DENV-3.

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