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MEDICINA REPRODUTIVA

Tecnologias de reprodução assistida ampliam as chances do sonho da maternidade

Técnicas como fertilização in vitro (FIV), maturação in vitro (IVM) e ovodoação são algumas das possibilidades disponíveis para mulheres conceberem um filho

Publicado em: 05/05/2026 às 16h:26 Última atualização: 05/05/2026 às 16h:26
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Nem toda maternidade começa da mesma forma e, cada vez mais, mulheres estão encontrando novos caminhos para realizar o desejo de ter filhos, muitas vezes diferentes do que imaginaram, mas igualmente possíveis.

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Aos 37 anos, após anos dedicados à carreira e a projetos pessoais, Ana Carolina Marranghello Claro decidiu que era o momento de ter um filho. Mãe solo, buscou ajuda em uma clínica de reprodução assistida e, já nos exames iniciais, recebeu a notícia de que tinha baixa reserva ovariana, condição que reduz significativamente as chances de gravidez.

Determinada a seguir em frente, sem óvulos próprios, encontrou na embriodoação o caminho para realizar o desejo de ser mãe. Mas ao longo do tratamento, enfrentou ainda outros desafios, entre eles o diagnóstico de células NK (natural killer), associadas a falhas de implantação e abortos recorrentes, o que exigiu acompanhamento e tratamento específico.

Mas, com suporte médico e muita persistência, Ana Carolina superou cada etapa do processo e hoje vive a maternidade ao lado do pequeno Rael, de quase dois meses.

A história de Francieli Sant’Ana Prochinski é diferente, mas com desfecho similar. Mesmo jovem, ela enfrentava dificuldades para engravidar naturalmente e passou por anos de tentativas, exames e diagnósticos sem sucesso.

Ao lado do marido, manteve o desejo de formar uma família e também encontrou na reprodução assistida o caminho para a chegada do filho, Dom, de 10 meses.

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No mês do Dia das Mães, histórias como essas ajudam a ilustrar mudanças importantes no conceito de maternidade que hoje se constrói de diferentes formas.

Tecnologias de reprodução assistida ampliam possibilidades

Nos últimos anos, a reprodução assistida deixou de ser apenas uma alternativa para casos de infertilidade e passou a fazer parte do planejamento de vida de muitas mulheres. No Brasil, o setor cresce cerca de 20% ao ano, impulsionado principalmente pela maternidade tardia e pelas novas configurações familiares.

Daiane Pagliarin | abc+



Daiane Pagliarin

Foto: Divulgação

Para a Daiane Pagliarin, especialista em reprodução assistida do Grupo Nilo Frantz, os tratamentos começam por um diagnóstico preciso, que leva em conta a história particular de cada paciente. A partir desse entendimento mais profundo é possível traçar a melhor linha de tratamento de forma realmente personalizada”, explica.

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Segundo a especialista, histórias como as de Ana Carolina e Francieli mostram, na prática, como essa abordagem faz diferença. “Quando conseguimos olhar para cada paciente de forma única, entendendo suas limitações e possibilidades, ampliamos muito as chances de encontrar o caminho de sucesso. A medicina reprodutiva evoluiu justamente para isso: oferecer alternativas reais, respeitando o tempo e a história de cada paciente”, completa.

Nesse cenário, técnicas como fertilização in vitro (FIV), maturação in vitro (IVM), ovodoação e o congelamento de óvulos e embriões vêm ampliando possibilidades e oferecendo mais autonomia sobre quando e como ter filhos.

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Para muitas mulheres, o congelamento de óvulos representa a chance de pausar o tempo biológico. Ao preservar a fertilidade ainda jovens, elas conseguem adiar a gestação sem abrir mão do sonho de ser mãe.

Já para aquelas que enfrentam falência ovariana ou baixa reserva ovariana, a ovodoação pode abrir um novo caminho. Nesse processo, óvulos doados são fertilizados em laboratório e transferidos para o útero da paciente, tornando possível a gestação mesmo quando não há viabilidade com óvulos próprios.

Outra técnica que vem ganhando espaço é a maturação in vitro (IVM), em que os óvulos são coletados ainda imaturos e amadurecidos em laboratório.

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O método pode ser realizado com menor estímulo hormonal e tem avançado significativamente nos últimos anos. O Grupo Nilo Frantz Medicina Reprodutiva lidera atualmente um estudo internacional em colaboração com a startup americana de biotecnologia Gameto, com o objetivo de aprimorar a técnica e ampliar suas taxas de sucesso.

Nilo Frantz | abc+



Nilo Frantz

Foto: Divulgação

“Os avanços da medicina reprodutiva ampliaram de forma significativa as possibilidades de maternidade. Hoje, conseguimos oferecer alternativas que respeitam o tempo, o corpo e a história de cada mulher. Técnicas mais modernas e personalizadas têm permitido que milhares de pacientes realizem o sonho de formar uma família, mesmo diante de desafios que antes pareciam definitivos”, afirma o Dr. Nilo Frantz, um dos pioneiros da reprodução assistida no Sul do Brasil.

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Segundo o especialista, o mais importante é entender que não existe um único caminho para a maternidade. “Cada paciente tem uma trajetória única, e o nosso papel é orientar, com base em ciência e experiência, qual é a melhor estratégia em cada caso. O que vemos hoje é uma mudança importante na a maternidade deixou de ser limitada por barreiras biológicas e passou a contar com o apoio da tecnologia e da medicina”, completa.

Essas conquistas ganham ainda mais significado ao mostrar que, embora os caminhos possam ser diferentes, o desejo de ser mãe continua sendo o mesmo e, cada vez mais, possível.

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