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E O OSCAR FOI PARA...

Estatueta do Oscar é uma arma? Prêmio desaparece após vencedor ser impedido de embarcar com ele em avião

Cineasta encontrou obstáculos na última quarta-feira, 29, ao tentar embarcar no aeroporto JFK, em Nova York

Publicado em: 01/05/2026 às 13h:55 Última atualização: 01/05/2026 às 13h:56
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Pasha Talankian, vencedor do Oscar por Um Zé Ninguém Contra Putin, afirma que sua estatueta desapareceu após ser impedido de embarcar com ela em um avião.

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Segundo ele, funcionários da TSA, a agência americana responsável por garantir a segurança nos aeroportos, não liberaram sua entrada na aeronave com o prêmio, alegando que ele poderia ser utilizado como uma arma.

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Foto: Agência Brasil

Talankian é diretor e protagonista do longa, que saiu premiado no Oscar deste ano na categoria de Melhor Documentário. O cineasta afirmou já havia conseguido viajar outras vezes com o Oscar em sua bagagem de mão; no entanto, encontrou obstáculos na última quarta-feira, 29, ao tentar embarcar no aeroporto JFK, em Nova York.

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Em entrevista ao site americano Deadline, ele disse ser “incompreensível” o fato de o Oscar ser considerado uma arma, e ressaltou que nunca teve problema com outras companhias aéreas.

O artista afirmou que um funcionário da Lufthansa deu algumas sugestões de como prosseguir com a situação, mas todas foram negadas pela TSA. De acordo com o cineasta, o homem teria se oferecido para guardar a estatueta durante o voo, após acompanhá-lo até o portão de embarque, além de guardar o prêmio na cabine de comando.

Porém, Talankian teve que despachar o Oscar no bagageiro do avião, conforme lhe foi informado. O diretor não possuía nenhuma mala rígida que pudesse servir para levar a estatueta; então, deram-lhe uma caixa de papelão, onde colocou seu prêmio durante o voo até Frankfurt, Alemanha.

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No entanto, ao chegar em seu destino, a caixa havia sumido.

Funcionário de uma escola em uma zona rural da Rússia, Pasha Talankian registrou a escalada da propaganda militar na escola em que trabalhava, após o início da guerra contra a Ucrânia. Hoje, vive exilado, longe de seu país natal.

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Colega faz apelo

David Borenstein, também diretor do documentário vencedor, fez uma publicação em seu Instagram sobre o caso. Na postagem, ele usou uma imagem de Talankian, com o prêmio. Após explicar os acontecimentos, o cineasta apontou um questionamento.

“Pavel teria sido tratado da mesma forma se fosse um ator famoso? Ou um falante fluente de inglês?”, questionou, pelo fato de Talankian falar russo, e ter tido de recorrer à produtora executiva Robin Hessman para auxiliá-lo a traduzir durante a conversa com os funcionários.

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Borestein ainda disse ter realizado uma busca a respeito de outros artistas que teriam despachado seus prêmios e que não conseguiu “encontrar um único outro caso”. O diretor encerrou o post com um apelo a qualquer um que possa ter informações sobre a estatueta.

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