O padre Fábio de Melo teria sido denunciado formalmente à Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano por um bispo de Santa Catarina. A queixa, registrada na quarta-feira (18), está relacionada ao incidente envolvendo Jair José Aguiar da Rosa, ex-gerente de uma cafeteria em Joinville. O caso resultou em processo judicial contra o religioso e a empresa Havanna.
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Foto: Tiago da Rosa/GES
A denúncia teria sido foi apresentada após o episódio entre Melo e o funcionário ganhar notoriedade nas redes sociais. Segundo informações do portal Terra, o jornalista Ricardo Feltrin divulgou que o bispo catarinense considerou a conduta do padre incompatível com o comportamento esperado de um líder religioso.
O incidente ocorreu em uma unidade da cafeteria Havanna em Joinville e culminou com a viralização de um vídeo nas plataformas digitais. Após a repercussão, Jair foi desligado da empresa.
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O ex-funcionário relatou graves consequências emocionais decorrentes do episódio. “Minha vida virou de cabeça para baixo. Tenho medo de sair na rua. A vergonha é muito grande”, declarou Jair em entrevista ao programa Tá na Hora, do SBT. Ele também mencionou diagnósticos de depressão e três síndromes, que o levaram a interromper seus estudos universitários quando estava próximo de concluir o curso.
Em resposta à situação, Jair decidiu acionar a Justiça contra o padre e a cafeteria. Segundo Eduardo Tocilo, advogado que representa o ex-gerente, a empresa tentou se eximir da responsabilidade pela repercussão do vídeo, transferindo todo o ônus para o funcionário.
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O padre Fábio de Melo, em comunicado à imprensa, afirmou: “Não carrego em mim a intenção da maldade”. O religioso também criticou os julgamentos precipitados nas redes sociais e reafirmou seu compromisso com o diálogo e o perdão.
Embora não haja indicação de punições severas neste momento, o caso, segundo Feltrin, foi oficialmente registrado nos arquivos da Igreja, representando um ponto negativo na carreira do religioso.
O processo judicial movido pelo ex-gerente contra Melo e a cafeteria Havanna segue em paralelo ao possível desdobramento da denúncia feita ao Vaticano, que agora consta nos registros da Igreja.