Pesquisadores da Cybernews, um veículo independente sobre notícias de segurança cibernética, identificaram um vazamento que expôs 16 bilhões de registros de senhas, considerado o maior incidente de violação de credenciais de login já documentado.

Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
A descoberta foi divulgada nesta sexta-feira (20) e revelam que os dados comprometidos são atuais e não apenas informações recicladas de incidentes anteriores.
Os registros estão distribuídos em 30 bancos de dados, cada um contendo entre dezenas de milhões e mais de 3,5 bilhões de registros individuais.
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Os dados não provêm de uma única fonte, mas de diversos programas maliciosos conhecidos como “ladrões”, que capturam informações de usuários.
Ainda não há a informação de que o vazamento tenha atingido usuários brasileiros. Contudo, o maior banco de dados identificado contém mais de 3,65 bilhões de registros e está “possivelmente” relacionado à população que fala português, segundo a Cybernews. Outro repositório significativo apresenta mais de 455 milhões de entradas associadas à Rússia.
Devido à possível sobreposição de informações nos bancos de dados, é impossível determinar com precisão quantas pessoas ou contas foram efetivamente afetadas pelo vazamento.
“O que mais preocupa é a estrutura e a atualidade desses conjuntos de dados – não são apenas vazamentos antigos sendo reciclados, são dados frescos e potencialmente exploráveis em larga escala”, afirmaram os pesquisadores da Cybernews.
Apenas um dos conjuntos de dados havia sido previamente identificado, quando a revista Wired noticiou no final de maio sobre um “banco de dados misterioso” contendo 184 milhões de registros.
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Dados expostos
A equipe da Cybernews destacou que os dados expostos “podem permitir acesso a praticamente qualquer serviço online: Apple, Facebook, Google, GitHub, Telegram e até serviços governamentais”. Os especialistas declararam: “Isso não é apenas um vazamento — é um plano para exploração em massa”.
Os criminosos podem usar os dados obtidos para vender senhas na dark web, realizar roubos de identidade, cometer fraudes e praticar extorsão. O Google tem orientado seus usuários a alterarem suas senhas, enquanto o FBI emitiu um alerta contra cliques em links suspeitos recebidos por SMS.
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Como se proteger
Para se proteger, especialistas em segurança cibernética recomendam atualizar senhas antigas, utilizar um gerenciador de senhas, implementar autenticação multifator, evitar reutilizar senhas em diferentes serviços e manter-se vigilante quanto a sinais de comprometimento de contas.
O g1 informou ter contatado as empresas potencialmente afetadas e aguarda retorno.