Marcello Camargo cresceu ouvindo o próprio nome anunciado em programas de televisão antes mesmo de ter uma carreira. Filho único de Hebe Camargo, uma das apresentadoras mais marcantes da história da TV brasileira, ele carrega um sobrenome que abre portas e, ao mesmo tempo, carrega expectativas difíceis de corresponder.
Hoje com cerca de 61 anos, Marcello tem uma rotina que une comunicação e memória afetiva. Ele apresenta o Café com Selinho, programa exibido em emissoras parceiras pelo Brasil, e percorre o país com palestras sobre a trajetória da mãe.
A herança
A pergunta que Marcello mais ouve é sobre dinheiro. Em entrevistas, ele já deixou claro que o patrimônio de Hebe não era o que a imprensa costumava divulgar. Segundo ele, a mãe “gastou o que ganhou”, e o que ficou foi dividido com Cláudio Pessutti, sobrinho de Hebe, que administrou os bens dela até morrer em 2021.
Entre o que herdou estavam a mansão no Cidade Jardim, joias e automóveis. Manter a propriedade, porém, tinha um custo alto. Em 2025, Marcello confirmou ao programa TV Fama que o imóvel foi finalmente vendido, encerrando um capítulo que ele mesmo descreveu como “difícil de sustentar”.
A mansão da mãe
A residência de Hebe em São Paulo era conhecida por ser formada por cinco casas geminadas, totalizando cerca de sete mil metros quadrados. Em 2017, o imóvel chegou a ser anunciado em leilão com lance inicial de R$ 60 milhões, mas a venda não se concretizou na época.
Marcello costuma dizer que nunca teve intenção de morar lá. “Aquela casa era para Hebe Camargo”, disse em entrevistas. Ao explicar, Marcello disse que ele prefere uma vida mais discreta, o que a “grandiosidade” da mansão não ofereceria.
Vida longe do luxo
Marcello mora em uma casa que descreve como confortável, mas sem comparação com o que a mãe tinha. Em outubro de 2025, ele colocou à venda quase 500 peças do guarda-roupa de Hebe em um brechó em São Paulo. Os preços iam de R$ 49 a R$ 4 mil, e parte da renda foi destinada a obras de caridade.
Para os 100 anos de Hebe, em 2029, ele já planeja uma grande homenagem e chegou a sugerir a ideia de ver a mãe como enredo de escola de samba.








