Uma das maiores descobertas minerais das últimas décadas foi confirmada nesta semana na Cordilheira dos Andes. Um depósito massivo de ouro, cobre e prata, avaliado em aproximadamente R$ 900 bilhões, foi identificado no Distrito de Vicuña, uma região remota que se estende pela fronteira entre a Argentina e o Chile.
Com o Brasil nas proximidades da jazida, especialistas apontam que o país deve ser um dos primeiros a sentir o impacto econômico da descoberta. Apesar disso, analistas prevêem que, possivelmente, todos os países da América Latina devem se beneficiar.
Descoberta de mega escala
O projeto, que integra os depósitos Filo del Sol e Josemaría, abriga reservas estimadas em 32 milhões de onças de ouro, 12,8 milhões de toneladas de cobre e 659 milhões de onças de prata. Especialistas classificam o achado como o maior depósito de cobre descoberto nos últimos 30 anos.
O desenvolvimento da mina será conduzido por uma parceria entre a mineradora canadense Lundin Mining e a gigante anglo-australiana BHP, formada após a aquisição da Filo Corp pela BHP.
O plano de investimento prevê um desembolso inicial de US$ 7,1 bilhões (cerca de R$ 36,8 bilhões) para a primeira fase, com o potencial de atingir US$ 18 bilhões (aproximadamente R$ 93,6 bilhões) ao longo da vida útil da mina, estimada entre 25 e 70 anos.
Impactos da descoberta
Embora não esteja em território brasileiro, a descoberta promete transformar a economia das províncias de San Juan, na Argentina, e da região de Atacama, no Chile. O governo argentino espera arrecadar cerca de US$ 965 milhões anuais em impostos e royalties.
Apesar da boa notícia com a descoberta, o projeto enfrenta desafios logo no início. Logo no começo deste ano, uma corte na Argentina ordenou uma suspensão temporária de 30 dias devido a preocupações ambientais e disputas sobre o acesso a corredores de transmissão elétrica.




