Uma pessoa na família chegar aos 100 anos é algo difícil, não é mesmo? Imagina então três. Mas acredite, existe um caso assim no Brasil. Trata-se de Levita de Deus Nunes, de 109 anos, Zoraide, de 104 anos e Zulina, de 103 anos, as quais juntas, somam mais de 300 anos e ganharam o reconhecimento do Guinness Book como supercentenárias, por meio do instituto LongeviQuest.
O reconhecimento coloca o Brasil novamente no centro das pesquisas sobre longevidade humana, um campo que investiga como fatores genéticos, hábitos de vida e vínculos familiares podem influenciar o envelhecimento em idades avançadas.
O que chama atenção nesse caso não é apenas a idade individual de cada uma, mas a soma dos anos de vida, que atinge 316 anos. Esse tipo de registro é raro porque depende de documentação histórica consistente e validação rigorosa por organizações especializadas em longevidade, que cruzam certidões e registros civis para confirmar a idade real dos supercentenários.
O que explica a longevidade das três irmãs
A longevidade das três irmãs brasileiras ultrapassando o século de vida não é tratada apenas como um caso raro de idade avançada, mas como um conjunto de fatores que se cruzam entre herança biológica, ambiente social e hábitos construídos ao longo de décadas. O registro do trio ganhou repercussão justamente por reunir esses elementos em uma mesma família.
Segundo informações do g1, Levita, Zoraide e Zulina de Deus Nunes nasceram e foram criadas no interior de Sergipe, no município de Cedro de São João, que à época ainda tinha status de distrito de Propriá. Elas cresceram em uma família numerosa, com oito irmãos, em um contexto rural que marcou diretamente a forma como organizaram a própria rotina ao longo da vida.
Rotina simples, trabalho constante e alimentação tradicional
Em entrevistas concedidas ao longo dos anos, as três irmãs repetem alguns elementos que ajudam a compor o estilo de vida que levaram até a velhice. Entre os pontos mais citados estão uma alimentação mais natural, a ausência de excessos na rotina e o hábito de trabalho constante ao longo da vida adulta.
Do ponto de vista da saúde pública, esse tipo de combinação é frequentemente associado a impactos positivos no envelhecimento. Isso porque dietas baseadas em alimentos in natura tendem a reduzir a exposição a substâncias que, em excesso, estão ligadas a doenças crônicas, como hipertensão e diabetes. Ao mesmo tempo, uma vida mais ativa contribui para a manutenção da mobilidade e do funcionamento metabólico ao longo do tempo.
A influência genética na longevidade familiar
Além dos hábitos de vida, a genética aparece como um dos pontos centrais para entender o caso das irmãs. A mãe das três, Jovelina, também alcançou idade avançada e morreu aos 100 anos, o que reforça a possibilidade de uma predisposição familiar para maior longevidade.




