Arsênico no Natal: O caso do bolo envenenado que abalou RS

Quando uma tradição de fim de ano familiar se transformou em tragédia.

Foto: Sofia Villela/Ascom IGP

Café da tarde fatal 

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Em 23 de dezembro de 2024, uma confraternização familiar em Torres, no litoral do RS, terminou em tragédia. Sete pessoas comeram um bolo de reis, mas apenas quatro sobreviveram.

O bolo

O bolo foi levado por Zeli Terezinha dos Anjos, 61 anos. A idosa havia preparado a sobremesa como nos anos anteriores, sem saber que se tornaria peça central de uma investigação criminal.

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24 horas de agonia: Véspera de Natal

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O momento familiar se tornou um pesadelo: seis pessoas passaram mal após comer o bolo, incluindo Zeli. A irmã dela, Maida da Silva, 58, e a sobrinha Tatiana dos Anjos, 43, faleceram no mesmo dia.

Outros quatro internados

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As outras quatro pessoas que estavam no café da tarde, incluindo uma criança de 10 anos, foram internadas em estado grave.

Ciência desvenda o crime

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A perícia entrou em cena. O diagnóstico? Intoxicação aguda. O culpado? O arsênico encontrado em doses cavalares no bolo e nos corpos. E o rastro digital levou a um suspeito inesperado.

A máscara cai

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Era janeiro de 2025 quando o principal suspeito foi preso: Deise dos Anjos, 42. Ela era nora de Zeli, mas por trás do rosto familiar, a polícia desenhou o perfil de uma mente motivada por ciúmes e vingança familiar.

Passado exumado

A investigação retrocedeu. O corpo de Paulo Luiz, sogro de Deise, foi exumado. E a análise confirmou o que todos temiam: ele também fora envenenado.

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Assassina em série familiar?

Além de pesquisar pela internet, uma nota fiscal da compra do veneno, feita por Deise, foi encontrada pela polícia. A mulher foi descrita como "fria e calculista".

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Desfecho na cela

Foto: 

O julgamento nunca aconteceu. No silêncio da penitenciária, Deise foi encontrada morta, em fevereiro. Ao lado, uma carta negava os crimes, apesar das provas esmagadoras. O segredo final foi levado para o túmulo.

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Caso encerrado?

Com a morte de Deise, a justiça extinguiu a punibilidade. O inquérito foi fechado, apontando Deise como a única responsável por quatro mortes.

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