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SALTO NAS EXPORTAÇÕES

Após tarifaço dos EUA, Japão se torna maior comprador de ovos do Brasil

País fechou o ano com aumento significativo na exportação de ovos, mesmo tendo sofrido o impacto da sobretaxa dos Estados Unidos

Publicado em: 08/01/2026 às 16h:10 Última atualização: 08/01/2026 às 16h:10
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As exportações brasileiras de ovos (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 40.894 toneladas nos 12 meses de 2025. O número é recorde histórico, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), e supera em 121,4% o total exportado no mesmo período do ano passado, com 18.469 toneladas.

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A receita também é recorde. O saldo do ano chegou a US$ 97,240 milhões, número 147,5% maior em relação ao obtido em 2024, com US$ 39,282 milhões.

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No mês de dezembro, foram exportadas 2.257 toneladas de ovos, número 9,9% maior em relação aos embarques alcançados no mesmo período de 2024, com 2.054 toneladas. Em receita, a alta é de 18,4%, com US$ 5.110 milhões em dezembro de 2025, contra US$ 4.317 milhões no mesmo mês de 2024.

Entre os principais destinos de 2025, os Estados Unidos encerraram o ano com maior volume acumulado, totalizando 19.597 toneladas (+826,7% em relação ao total de 2024), seguido pelo Japão, com 5.375 toneladas (+229,1%), Chile, com 4.124 toneladas (-40%), México, com 3.195 toneladas (+495,6%) e Emirados Árabes Unidos, com 3.097 toneladas (+31,5%).

“O ano foi marcado pela forte evolução das exportações aos Estados Unidos, movimento que perdeu ritmo após a imposição do tarifaço. Em contrapartida, o setor se reorganizou e novos destinos ganharam impulso, como o Japão, um mercado de alto valor agregado que passou a liderar os embarques brasileiros nos últimos meses do ano”, afirma o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

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As exportações superaram o equivalente a 1% de toda a produção nacional de ovos, um marco relevante para a internacionalização do setor, sem comprometer o abastecimento interno, que segue absorvendo cerca de 99% do que é produzido no país.

“Com a consolidação da cultura exportadora, a expectativa é de manutenção do fluxo das exportações em patamares positivos. Esse movimento, somado ao contexto climático do início do ano, com temperaturas elevadas, e à proximidade do período de maior demanda da quaresma, deverá contribuir para o equilíbrio da oferta ao mercado interno”, analisa Santin.

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