A crise enfrentada pelos produtores rurais no Rio Grande do Sul continua sendo tema de articulação entre entidades representativas do setor. Na quinta-feira (30), está prevista uma nova rodada de debate, desta vez na Farsul. Antes disso, no último dia 23, uma audiência foi realizada na sede da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag-RS) tratou da crise nos preços dos produtos agrícolas e da repactuação das dívidas rurais.
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Esse primeiro encontro serviu construir propostas conjuntas para enfrentar o momento vivido pelos agricultores e pecuaristas familiares gaúchos. Estiveram no encontro, além de representantes da Fetag, membros da Farsul, Sistema Ocergs, Fecoagro, Federarroz e Famurs.
Também participaram representantes das superintendências do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do Ministério Desenvolvimento Agrário (MDA), Conab e Casa Civil, junto às Secretarias de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, dos deputados estaduais Zé Nunes e Elton Weber, do deputado federal Heitor Schuch e de representantes dos senadores Paulo Paim e Hamilton Mourão.
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Os impactos das consecutivas estiagens e enchentes, que têm comprometido a produção e agravado a renda das famílias do campo foi um dos pontos ressaltados na audiência. De acordo com a Fetag, esse cenário dificulta o acesso às linhas de crédito e a repactuação das dívidas.
O presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, ressaltou que o setor enfrenta um novo momento e que é urgente adotar medidas concretas para evitar o colapso da produção familiar. “O que estamos enfrentando é um novo momento na agropecuária gaúcha”, assinalou.
Silva prosseguiu detalhando o quanto os extremos do clima têm castigado os produtores rurais do Rio Grande do Sul. “Estamos vivendo o resultado desastroso de uma sucessão de estiagens, enchentes e políticas insuficientes para garantir a renda no campo, aliado à queda nos preços da produção. O agricultor e o pecuarista familiar estão endividados e descapitalizados. Precisamos de medidas emergenciais, mas também de um planejamento a médio e longo prazo que assegure o futuro da agropecuária gaúcha. O Rio Grande do Sul precisa pensar o campo como parte estratégica do seu desenvolvimento”, afirmou.