Os arrozeiros gaúchos mal inauguraram a colheita e já estão lidando com um novo problema: a escassez de óleo diesel, principal combustível do maquinário para colheita do arroz. O alerta sobre o impacto da falta do combustível foi dado por entidades como a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) e a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul).
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Presidente da Farsul, Domingos Velho Lopes considera que há risco de perda do cereal caso não haja uma alternativa para suprir a falta de diesel. “Conforme as empresas responsáveis pela distribuição de diesel nas propriedades rurais, o problema se inicia nas refinarias que, sem aviso prévio ou justificativa, suspenderam a distribuição desses combustíveis”, escreveu Lopes em comunicado divulgado pela Farsul, no sábado (7).
Lopes também destacou que a Farsul acionou seu departamento jurídico para que sejam tomadas medidas cabíveis no sentido de garantir o abastecimento e também solicitou ajuda ao governo do Estado, para que interceda junto do Ministério de Minas e Energia.
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Segundo a Federarroz, os cancelamentos estariam sendo justificados por suposto desabastecimento, ao mesmo tempo em que foi registrado aumento superior a R$ 1,20 por litro do combustível nas últimas horas. A nota ressalta que suspeitas de possíveis irregularidades comerciais praticadas por integrantes da cadeia de abastecimento de combustíveis, em prejuízo aos produtores e consumidores, poderão ser objeto de ações legais nas esferas administrativa, cível e penal, conforme prevê a legislação brasileira.
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Os produtores rurais do Rio Grande do Sul estão em meio à colheita de safra de verão, especialmente arroz e soja. O presidente da Farsul relata que “o atraso no trabalho faz com que as lavouras fiquem expostas a intempéries em um Estado que já vem sofrendo volumoso prejuízo pelo acúmulo de perdas em razão de eventos climáticos, impactando toda a cadeia gaúcha.”
A Federarroz reitera a posição da Farsul. Segundo a entidade arrozeira, os produtores enfrentam uma das maiores crises de preço da história da atividade, com valores de comercialização abaixo do custo de produção.
“Atualmente, a saca de arroz é comercializada, em média, por cerca de R$ 55, valor considerado inferior ao custo de produção do cereal, estimado entre R$ 85 e R$ 90, dependendo do sistema produtivo adotado nas propriedades. Esse cenário pressiona a rentabilidade da atividade em diferentes regiões produtoras do Estado”, informou a Federarroz.
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A entidade informa ainda que deverá solicitar, nos próximos dias, esclarecimentos à Petrobras sobre eventuais situações de desabastecimento de óleo diesel relatadas por produtores rurais em diferentes regiões do Rio Grande do Sul.