Um adolescente de 14 anos confessou ter assassinado seus pais e irmão de 3 anos em Itaperuna, no Noroeste fluminense. Na quarta-feira (25), as autoridades localizaram os corpos das vítimas na cisterna da residência onde a família morava. A polícia trabalha com duas suspeitas de motivação para os assassinatos.
O jovem havia inicialmente relatado à polícia que os familiares desapareceram ao socorrer o caçula, supostamente engasgado com vidro.

Foto: Reprodução
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O caso começou a ser investigado na terça-feira, quando o adolescente e sua avó paterna compareceram à 143ª DP para registrar o desaparecimento. Segundo informações publicadas pelo jornal O Globo, os policiais suspeitaram da versão apresentada após verificarem a ausência de registros da família em hospitais da cidade.
A perícia realizada na casa revelou quantidade de sangue incompatível com o suposto acidente doméstico narrado pelo adolescente. A cisterna onde os corpos foram encontrados fica a aproximadamente 4 a 5 metros do quarto da residência.
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Possíveis motivações
Duas possíveis motivações são investigadas para o crime. Uma delas envolve um relacionamento virtual que o adolescente mantinha com uma jovem de 15 anos do Mato Grosso, desaprovado pelos pais.
A segunda linha investigativa aponta para interesse financeiro, evidenciado por buscas no celular do jovem sobre “como receber FGTS de falecido”.
O pai da família teria direito a receber R$ 33 mil, valor que pode ter motivado o crime. Durante as buscas na residência, os investigadores encontraram uma mala preparada para viagem, contendo os celulares das vítimas.
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Violência
O adolescente aguardou que todos dormissem para executar seu plano, utilizando uma arma que pertencia ao pai e estava escondida embaixo do colchão do casal. Ele disparou contra a cabeça do pai e da mãe, e no pescoço do irmão mais novo.
“Perguntamos porque ele matou o menino, e ele disse que foi para poupá-lo da perda dos pais”, declarou o delegado Carlos Augusto Guimarães, titular da 143ª DP.
“Menino frio e sem remorso”
Em depoimento, o delegado revelou detalhes da personalidade do adolescente: “Ele foi muito espontâneo ao contar como cometeu os crimes. É um menino frio, sem remorso. Perguntamos se ele se arrependia, e ele disse que não, que faria tudo de novo. As respostas que ele nos deu foram rápidas e o tempo todo ele se autoafirmava como homem. Tinha um “que” de psicopatia. Ele pode ter premeditado tudo ou é um menino muito inteligente.
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Arma recolhida pela avó
A arma do crime foi encontrada na casa da avó do adolescente. Ela informou à polícia que recolheu o objeto na residência do neto temendo que ele pudesse se machucar. As autoridades acreditam que a senhora não participou e nem tinha conhecimento do crime.
O jovem relatou que estava dormindo no quarto dos pais por ser o único com ar-condicionado. Para se manter acordado, tomou um pré-treino e aguardou que a família adormecesse. Após os assassinatos, arrastou os corpos até a cisterna, usando produto de limpeza no chão para facilitar o deslocamento.
O adolescente responderá por triplo homicídio e ocultação de cadáver. Por ser menor de idade, ficará sujeito às medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente.