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TAQUARA

Veja o que diz laudo pericial de bebê de 37 dias encontrado morto no berço

Hariel Correia da Rosa morreu no dia 30 de maio; família acredita que houve negligência médica, mas hospital nega. Pais fazem rifa para tratamento das irmãs do bebê

Veja o que diz laudo pericial de bebê de 37 dias encontrado morto no berço
Publicado em: 25/06/2025 às 20h:59 Última atualização: 25/06/2025 às 21h:08
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O laudo da necropsia do bebê Hariel Correia da Rosa, de apenas 37 dias de vida, emitido pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP), foi remetido à Polícia Civil. O resultado era esperado para esclarecer o que causou a morte dele.

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O menino foi encontrado sem vida no berço no último 30 de maio. Um dia antes, ele e a irmã gêmea foram levados ao Hospital Bom Jesus, em Taquara, onde foram diagnosticados com gripe e conjuntivite. A família acredita que houve negligência médica.

Hariel morreu com 37 dias de vida | abc+



Hariel morreu com 37 dias de vida

Foto: Arquivo pessoal

Segundo o delegado Valeriano Garcia Neto, titular da Delegacia de Polícia (DP) de Taquara, o resultado do exame não ajudou muito no andamento da investigação. A causa da morte foi dada com indefinida. Com isso, a Polícia segue na fase de colher depoimentos.

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Diante do resultado, a mãe de Hariel, Luana Chaiane de Souza Correia, de 24 anos, acredita que o filho tenha morrido em decorrência de uma doença respiratória. “No dia que levei no hospital ele estava ofegante e a médica não olhou”, declarou.

O caso

Hariel foi encontrado morto pela avó materna no início da noite do dia 30 de maio. A mulher cuidava dos gêmeos enquanto o pai, que havia passado a tarde com eles, se deslocava para o hospital. Cleiton passaria a noite com a filha mais velha e Luana, que tinha ficado na instituição durante o dia, ia para casa ficar com os bebês.

O pai relatou que, desde as 8 horas daquele dia, olhava os gêmeos a cada três horas, os alimentando e os trocando conforme necessidade. Antes de sair de casa, pelo silêncio que percebeu ao abrir a porta do quarto, pensou que eles estavam dormindo, e por isso deixou a próxima troca para ser feita pela sogra. A mulher primeiro amamentou a menina, e quando foi até Hariel já o encontrou pálido e com a boca roxa.

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A mãe reclama que, no dia anterior, durante consulta médica, a doutora que atendeu os filhos não teria os examinado. “Foi uma negligência médica, porque a médica não examinou. Não conheceu o meu filho. Ela foi conhecer ele depois de morto”, diz Luana. “Ela não tinha nem destapado para olhar a cara dele quando eu o levei na quinta-feira [29 de maio].”

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O que diz o hospital

A instituição assegurou que o atendimento a Hariel “seguiu todos os protocolos da OMS [Organização Mundial de Saúde]” e que “a conduta médica realizada foi adequada diante do quadro clínico em que o paciente apresentava no momento, sem sinais de alerta ao exame”.

Segundo o hospital, a notícia do falecimento do menino foi recebida com pesar, e a família foi orientada e acolhida. “O caso está sendo investigado pelos órgãos responsáveis e a instituição está no aguardo deste desfecho para tomar as devidas condutas”, finalizou a casa de saúde.

Irmãs internadas

Até o último sábado (21), a irmã gêmea de Hariel estava hospitalizada por conta de um quadro de bronquiolite. A filha mais velha de Luana e de Cleiton Mateus da Rosa, 27, de 1 ano e 2 meses, também precisou ficar internada por conta da doença.

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A primogênita foi a primeira a adoecer. Antes mesmo da morte do irmão, ela deu entrada na emergência do hospital de Taquara, onde permaneceu até o falecimento dele. Depois, foi transferida para a Associação Hospitalar Vila Nova, em Porto Alegre. A menina passou 17 dias hospitalizada e recebeu alta no dia 7 de junho.

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A mais nova foi levada ao Hospital Bom Jesus horas após a morte do bebê e passou por exames que apontaram que ela também estava com bronquiolite. A menina foi internada na casa de saúde e, no dia seguinte, transferida para Santa Casa, na capital gaúcha — as duas ficaram em locais diferentes porque não havia vagas para ambas em uma mesma instituição —, onde permaneceu até o último fim de semana.

Agora, as duas seguem com acompanhamento médico.

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Rifa para o tratamento das meninas

Luana conta que o tratamento das filhas segue em casa. Um dos medicamentos necessários é a vacina Nirsevimabe, que protege contra a bronquiolite. Para receber a aplicação pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é necessário entrar em uma fila de espera. Contudo, o tempo é curto: as meninas precisam receber a dose até o fim de julho.

A mãe conta que encontrou a vacina particular por mais de R$ 3 mil cada, valor com o qual os pais não podem arcar na atual situação. Além do período em que precisaram ir para Porto Alegre todos os dias por conta da internação das filhas, Luana afirma que está desempregada e o marido, que trabalha com serviços gerais, não tem renda fixa. 

Por isso, o casal está vendendo uma rifa de 500 números, e cada um custa R$ 5. Entre os 12 prêmios estão: esmaltação em gel, kit de itens de cozinha, chaleira elétrica, perfume masculino, liquidificador e sapato feminino. O sorteio será realizado quando as vendas terminarem. 

Para participar, os interessados podem fazer um Pix para (51) 99573-3515 (Banco Nubank – Luana Chaiane de Souza Correia), enviar o comprovante pelo WhatsApp e escolher um número.

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