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CASO EM INVESTIGAÇÃO

Hospital se pronuncia sobre caso de bebê encontrado morto no berço um dia após atendimento

Hariel Correia da Rosa, de apenas 37 dias de vida, morreu no último dia 30 de maio em Taquara

Hospital se pronuncia sobre caso de bebê encontrado morto no berço um dia após atendimento
Publicado em: 09/06/2025 às 17h:12 Última atualização: 09/06/2025 às 17h:14
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A causa da morte do bebê Hariel Correia da Rosa, de apenas 37 dias de vida, segue sendo investigada. O menino foi encontrado sem vida no berço no último 30 de maio. Um dia antes, ele e a irmã gêmea foram levados ao Hospital Bom Jesus, em Taquara, onde foram diagnosticados com gripe e conjuntivite. 

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A família acredita que houve negligência médica.

Hospital de Taquara | abc+



Hospital de Taquara

Foto: Juarez Machado/GES-Arquivo

Após contato da reportagem, a instituição assegurou que o atendimento a Hariel “seguiu todos os protocolos da OMS [Organização Mundial de Saúde]” e que “a conduta médica realizada foi adequada diante do quadro clínico em que o paciente apresentava no momento, sem sinais de alerta ao exame”.

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Segundo o hospital, a notícia do falecimento do menino foi recebida com pesar, e a família foi orientada e acolhida. “O caso está sendo investigado pelos órgãos responsáveis e a instituição está no aguardo deste desfecho para tomar as devidas condutas”, finalizou a casa de saúde.

Bebê mais velha recebe alta

No último sábado (7), a filha mais velha de Luana Chaiane de Souza Correia, de 24 anos, e de Cleiton Mateus da Rosa, 27, de 1 ano e 2 meses, recebeu alta hospitalar. Antes mesmo da morte do irmão, ela já estava internada para tratar uma bronquiolite. 

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A menina passou 17 dias hospitalizada. De início, estava na emergência do hospital de Taquara, mas após o falecimento de Hariel, foi transferida para a Associação Hospitalar Vila Nova, em Porto Alegre. Agora, ela passa por acompanhamento médico.

Gêmea internada

Horas após a morte do bebê, a irmã gêmea dele foi levada ao Hospital Bom Jesus, onde passou por exames que apontaram que ela também estava com bronquiolite. A menina foi internada na casa de saúde e, no dia seguinte, transferida para Santa Casa, na capital gaúcha — as duas ficaram em locais diferentes porque não havia vagas para ambas em uma mesma instituição.

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Até a tarde desta segunda-feira (9), ela permanecia hospitalizada e sem previsão de alta.

O caso

Hariel foi encontrado morto pela avó materna no início da noite do dia 30 de maio. A mulher cuidava dos gêmeos enquanto o pai, que havia passado a tarde com eles, se deslocava para o hospital. Cleiton passaria a noite com a filha mais velha e Luana, que tinha ficado na instituição durante o dia, ia para casa ficar com os bebês.

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O pai relatou que, desde as 8 horas daquele dia, olhava os gêmeos a cada três horas, os alimentando e os trocando conforme necessidade. Antes de sair de casa, pelo silêncio que percebeu ao abrir a porta do quarto, pensou que eles estavam dormindo, e por isso deixou a próxima troca para ser feita pela sogra. A mulher primeiro amamentou a menina, e quando foi até Hariel já o encontrou pálido e com a boca roxa.

A mãe reclama que, no dia anterior, durante consulta médica, a doutora que atendeu os filhos não teria os examinado. “Foi uma negligência médica, porque a médica não examinou. Não conheceu o meu filho. Ela foi conhecer ele depois de morto”, diz Luana. “Ela não tinha nem destapado para olhar a cara dele quando eu o levei na quinta-feira [29 de maio].”

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Investigação

O caso foi registrado na Polícia Civil. Segundo informado na semana passada pelo delegado Valeriano Garcia Neto, titular da Delegacia de Polícia (DP) de Taquara, a investigação está na fase de colher depoimentos.

O laudo de necropsia do Instituto-Geral de Perícias (IGP), contudo, é aguardado para que a causa da morte da criança seja esclarecida. “Dependemos muito do laudo pericial, que vai nos descrever se houve alguma outra lesão, algum outro motivo que possa ter causado a morte do bebê”, aponta o delegado.

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Até esta tarde, o resultado não havia sido liberado. Na certidão de óbito de Hariel a causa da morte consta como “indeterminada”.

Doações

Com a necessidade de irem todos os dias até Porto Alegre, Luana conta que o casal tem precisado de ajuda financeira. Eles conseguiram se abrigar durante esse período na casa de parentes em Canoas, mas relatam que, ainda assim, há outros gastos, que aumentaram repentinamente e de forma significativa.

No momento, ela está desempregada e o marido, que trabalha com serviços gerais, não tem renda fixa. Por isso, eles pedem doações de quem puder ajudar com algum valor. A chave Pix é 042.598.180-07 (CPF), em nome de Luana Chaiane de Souza Correia. A conta é do banco Inter.

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