A causa da morte do bebê Hariel Correia da Rosa, de apenas 37 dias de vida, segue sendo investigada. O menino foi encontrado sem vida no berço no último 30 de maio. Um dia antes, ele e a irmã gêmea foram levados ao Hospital Bom Jesus, em Taquara, onde foram diagnosticados com gripe e conjuntivite.
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A família acredita que houve negligência médica.

Foto: Juarez Machado/GES-Arquivo
Após contato da reportagem, a instituição assegurou que o atendimento a Hariel “seguiu todos os protocolos da OMS [Organização Mundial de Saúde]” e que “a conduta médica realizada foi adequada diante do quadro clínico em que o paciente apresentava no momento, sem sinais de alerta ao exame”.
Segundo o hospital, a notícia do falecimento do menino foi recebida com pesar, e a família foi orientada e acolhida. “O caso está sendo investigado pelos órgãos responsáveis e a instituição está no aguardo deste desfecho para tomar as devidas condutas”, finalizou a casa de saúde.
Bebê mais velha recebe alta
No último sábado (7), a filha mais velha de Luana Chaiane de Souza Correia, de 24 anos, e de Cleiton Mateus da Rosa, 27, de 1 ano e 2 meses, recebeu alta hospitalar. Antes mesmo da morte do irmão, ela já estava internada para tratar uma bronquiolite.
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A menina passou 17 dias hospitalizada. De início, estava na emergência do hospital de Taquara, mas após o falecimento de Hariel, foi transferida para a Associação Hospitalar Vila Nova, em Porto Alegre. Agora, ela passa por acompanhamento médico.
Gêmea internada
Horas após a morte do bebê, a irmã gêmea dele foi levada ao Hospital Bom Jesus, onde passou por exames que apontaram que ela também estava com bronquiolite. A menina foi internada na casa de saúde e, no dia seguinte, transferida para Santa Casa, na capital gaúcha — as duas ficaram em locais diferentes porque não havia vagas para ambas em uma mesma instituição.
Até a tarde desta segunda-feira (9), ela permanecia hospitalizada e sem previsão de alta.
O caso
Hariel foi encontrado morto pela avó materna no início da noite do dia 30 de maio. A mulher cuidava dos gêmeos enquanto o pai, que havia passado a tarde com eles, se deslocava para o hospital. Cleiton passaria a noite com a filha mais velha e Luana, que tinha ficado na instituição durante o dia, ia para casa ficar com os bebês.
O pai relatou que, desde as 8 horas daquele dia, olhava os gêmeos a cada três horas, os alimentando e os trocando conforme necessidade. Antes de sair de casa, pelo silêncio que percebeu ao abrir a porta do quarto, pensou que eles estavam dormindo, e por isso deixou a próxima troca para ser feita pela sogra. A mulher primeiro amamentou a menina, e quando foi até Hariel já o encontrou pálido e com a boca roxa.
A mãe reclama que, no dia anterior, durante consulta médica, a doutora que atendeu os filhos não teria os examinado. “Foi uma negligência médica, porque a médica não examinou. Não conheceu o meu filho. Ela foi conhecer ele depois de morto”, diz Luana. “Ela não tinha nem destapado para olhar a cara dele quando eu o levei na quinta-feira [29 de maio].”
Investigação
O caso foi registrado na Polícia Civil. Segundo informado na semana passada pelo delegado Valeriano Garcia Neto, titular da Delegacia de Polícia (DP) de Taquara, a investigação está na fase de colher depoimentos.
O laudo de necropsia do Instituto-Geral de Perícias (IGP), contudo, é aguardado para que a causa da morte da criança seja esclarecida. “Dependemos muito do laudo pericial, que vai nos descrever se houve alguma outra lesão, algum outro motivo que possa ter causado a morte do bebê”, aponta o delegado.
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Até esta tarde, o resultado não havia sido liberado. Na certidão de óbito de Hariel a causa da morte consta como “indeterminada”.
Doações
Com a necessidade de irem todos os dias até Porto Alegre, Luana conta que o casal tem precisado de ajuda financeira. Eles conseguiram se abrigar durante esse período na casa de parentes em Canoas, mas relatam que, ainda assim, há outros gastos, que aumentaram repentinamente e de forma significativa.
No momento, ela está desempregada e o marido, que trabalha com serviços gerais, não tem renda fixa. Por isso, eles pedem doações de quem puder ajudar com algum valor. A chave Pix é 042.598.180-07 (CPF), em nome de Luana Chaiane de Souza Correia. A conta é do banco Inter.