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NOVO HAMBURGO

"Não imaginava que teria esse tipo de risco": Assalto a professora de Emei mantém comunidade insegura 1 mês após o crime

Assalto aconteceu no bairro Liberdade em maio; pais seguem preocupados

"Não imaginava que teria esse tipo de risco": Assalto a professora de Emei mantém comunidade insegura 1 mês após o crime
Publicado em: 25/06/2025 às 17h:46
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Por volta das 17 horas do dia 9 de maio, uma mulher de 41 anos, professora da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Peixinho Dourado, colocava os pertences no banco de trás do carro, quando foi abordada por dois homens. Ela estava no estacionamento da instituição de ensino localizada no bairro Liberdade, em Novo Hamburgo.

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Escola Peixinho Dourado em Novo Hamburgo  | abc+



Escola Peixinho Dourado em Novo Hamburgo

Foto: Juliano Piasentin/ GES-Especial

Na sequência, foi forçada pelos criminosos armados a entrar no veículo. Eles mandaram a professora abrir seus aplicativos bancários, no entanto, não havia saldo, e ela foi liberada. Cerca de uma hora depois, a Guarda Municipal achou a profissional na Rua Manágua, bairro Santo Afonso. O veículo, um Volkswagen Nivus, também foi localizado no bairro.

O dia ficou marcado não apenas na memória da professora, que permaneceu 15 dias afastada do trabalho e retornou às atividades há três semanas, mas também da comunidade escolar. Apesar de pequenos furtos, especialmente de fiação, a escola nunca havia passado por um episódio de violência como aquele.

“Sempre achei seguro, até levei um susto naquele dia, não fazia nem 10 minutos que havia saído da escola”, afirmou Elisângela Patrícia de Araújo, 40 anos. Ela é mãe de uma criança de 4 anos, que frequenta a Peixinho Dourado desde os 4 meses. “Ninguém entra sem se identificar, sempre tem alguém no portão. As professoras ficaram com bastante medo.”

Escola Peixinho Dourado em Novo Hamburgo  | abc+



Escola Peixinho Dourado em Novo Hamburgo

Foto: Juliano Piasentin/ GES-Especial

Quem também ficou assustada foi Andressa Coimbra, 29. “Sempre achei um local tranquilo, com bastante cuidado na entrada e saída das crianças. Não imaginava que teria esse tipo de risco.”

Andressa busca o filho quase diariamente e quando não consegue, pede a ajuda de algum familiar. “Quando vem outra pessoa buscar, nos ligam para saber se realmente fomos nós que pedimos”, completa.

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Insegurança no bairro

A sensação de insegurança não está apenas na escola, mas também no bairro Liberdade. “O medo não é só aqui, começa ao sair de casa com o carro pela manhã”, diz Franciele Möller, 31, que foi buscar o filho na Emei Peixinho Dourado acompanhada do marido, Rawan Estevão, 25.

Franciele diz que o que aconteceu na saída da escola há pouco mais de 30 dias, poderia ter acontecido em qualquer outro lugar. “Precisamos ter mais patrulha da Guarda Municipal e da Brigada Militar (BM). Na nossa casa já entraram mais de uma vez”, relata.

Na escola, ela diz que viu apenas uma vez a viatura da Guarda Municipal. “Muitas vezes o intuito deles não é a proteção, mas achar alguma irregularidade, um carro mal estacionado.”

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Enquanto a reportagem esteve em frente à escola conversando com familiares dos alunos, uma viatura da Guarda passou rapidamente, com dois agentes observando o movimento.

Guarda Municipal em frente à escola de Novo Hamburgo  | abc+



Guarda Municipal em frente à escola de Novo Hamburgo

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial

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Segurança mais de perto

Entre os pedidos da comunidade está uma segurança mais de perto, tanto para os profissionais que atuam na escola de educação infantil, quanto para os responsáveis que precisam buscar as crianças. “Até colocar a criança na cadeirinha do carro leva um tempo. Precisa de algum segurança que acompanhe mais de perto, não apenas a pessoa da escola lá dentro”, afirma Eduarda Rodrigues, 25 anos.

Eduarda reitera que a segurança pública no bairro é outra questão precária. “Deveria ter mais patrulhamento na região”, conclui.

O que diz a Guarda Municipal

Conforme a Prefeitura de Novo Hamburgo, a Guarda Municipal atua na segurança preventiva em 91 escolas municipais e demais espaços pedagógicos do município. Atualmente cinco viaturas operam no Policiamento Comunitário. 

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Outra opção é o serviço da Ronda Escolar, que visa garantir a segurança da comunidade escolar. 

Medidas imediatas

Questionada sobre as críticas da comunidade, a BM afirmou que vem adotando ações imediatas e estratégicas para reforçar a segurança nas imediações de instituições de ensino no bairro Liberdade. 

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“A Brigada Militar compreende essa apreensão e assegura que o policiamento nas áreas escolares está sendo intensificado, com patrulhamento ostensivo e abordagens qualificadas.”

A BM ressalta que o veículo roubado foi rapidamente localizado, assim como a apreensão de um adolescente envolvido no crime. 

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“Reforçamos à comunidade que situações suspeitas devem ser comunicadas imediatamente à Brigada Militar por meio do telefone 190 ou pelo WhatsApp da Sala de Operações (51 98412-7842).”

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