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INFÂNCIA

Cresce número de bebês de até 2 anos que usam internet no Brasil; conheça os perigos e como proteger seu filho

Estudo recente mostra que há mais crianças de 0 a 8 anos acessando internet e que número de bebês foi de 9% a 44% em menos de 10 anos

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Publicado em: 16/05/2025 às 13h:09 Última atualização: 16/05/2025 às 13h:12
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O número de crianças que estão acessando a internet aumentou em menos de 10 anos. Inclusive, cada vez mais bebês de até pouco mais de 24 meses de idade estão online, mostrou um estudo recente. Com o aumento da presença dos pequenos na web, também são maiores os riscos.

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Número de bebês que têm acesso à internet aumentou no Brasil em menos de 10 anos | abc+



Número de bebês que têm acesso à internet aumentou no Brasil em menos de 10 anos

Foto: Helena Lopes/Pexels

Em 2015, 9% das crianças de 0 a 2 anos tinham acesso à internet, o que aumentou para 44% em 2024, conforme o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic), que investiga o acesso às Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). O mesmo vale para as faixas etárias de 3 a 5 anos, que foi de 26% para 71%, e de 6 a 8, subindo de 41% para 82%.

O número de crianças até 8 anos que possuem um celular também aumentou em cerca de 10 anos. Indo de 3% para 5% dos bebês de 0 a 2 anos, de 6% para 20% dos pequenos de 3 a 5, e de 18% para 36% das crianças de 6 a 8. Os dados analisados pela Cetic são das pesquisas TIC Domicílios e TIC Kids Online Brasil.

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A maior diferença foi notada no antes e depois da pandemia de Covid-19. O número de crianças ficou estável de 2015 até 2019, cresceu em 2021 e voltou a se estabilizar em 2024, mas estacionando em uma porcentagem mais alta.

O efeito das telas nas crianças

Na pesquisa, não foram avaliados o tempo que as crianças passam em frente às telas ou como usam a internet. Ainda assim, o aumento no número de bebês de até 2 anos indica um risco, já que a recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) é que eles não sejam expostos a telas. Até os 5 anos, o tempo é de apenas 1 hora por dia e com supervisão. Dos 6 aos 10, o limite é de 1 a 2 horas, também supervisionado.

Há evidências de que o uso excessivo de telas pode impactar de forma negativa o desenvolvimento cognitivo e da fala durante a primeira infância, dos 0 aos 6 anos. Além disso, aumenta o risco de sedentarismo e obesidade infantil, assim como de problemas de visão, como a miopia e a fadiga visual (vista cansada), segundo o Guia de Telas do governo federal.

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O desenvolvimento cognitivo está relacionado diretamente com o aprendizado, a capacidade de guardar as informações e a habilidade de lidar com os desafios do dia a dia. As telas podem “enfraquecer a capacidade de manter o foco”, explica o governo federal no Guia de Telas. “No caso de crianças e adolescentes, isso pode prejudicar sua capacidade de aprendizado e até o desenvolvimento cognitivo e social, tanto em ambientes escolares quanto fora deles.”

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Além disso, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania alerta para os perigos que estão dentro da tela, principalmente quando as crianças acabam tendo acesso às redes sociais ou páginas da web que permitem o contato com outras pessoas, como jogos ou fóruns. Dentre os problemas, estão o abuso sexual e cyberbullying, exploração sexual, exposição da criança a conteúdos inapropriados.

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O que fazer para proteger as crianças dos riscos online

O ideal é evitar ao máximo que as crianças entrem nas redes sociais ou tenham maior acesso às telas, incentivando brincadeiras e outras atividades que ajudem no desenvolvimento. Caso elas já tenham contato, a Fundação Abrinq explica que os passos mais importantes são:

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• Ter uma comunicação aberta sobre uso responsável da internet e das redes sociais;
• Monitorar as atividades online;
• Estabelecer regras claras sobre tempo de tela e compartilhamento de informações pessoais;
• Ensinar as crianças sobre segurança na internet, incluindo sobre proteger informações pessoais, reconhecer sinais de cyberbullying e evitar interações perigosas;
• Ajuste as configurações de privacidade das redes sociais para limitar acesso de estranhos.

Para ajudar as crianças a passar mais tempo longe das telas, é preciso seguir os mesmos passos, conforme o governo federal. Isso porque os padrões familiares e de todos os adultos referências que elas possuem são seguidos. Logo, se o pai usa o celular, o filho também vai querer.

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Recomendações de uso de telas para cada faixa etária:

Até 2 anos: evitar exposição a telas.
Entre 2 e 5 anos: limitar o tempo diário de telas ao máximo de 1 hora por dia, sempre com supervisão de pais, pessoas cuidadoras e responsáveis.
Entre 6 e 10 anos: limitar o tempo diário de telas ao máximo de 1 a 2 horas por dia, sempre com supervisão de pais, pessoas cuidadoras e responsáveis.
Adolescentes (entre 11 e 17 anos): limitar o tempo de telas e jogos de videogames de 2 a 3 horas por dia, e nunca deixar “virar a noite” jogando.
Para todas as idades: nada de telas durante as refeições e desconectar 1 a 2 horas antes de dormir.

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Além disso, os pediatras recomendam que crianças e adolescentes não fiquem isolados em quartos com televisão, computador, tablet, celular, smartphones ou webcam. Eles devem ser estimulados a usar os dispositivos nos locais comuns da casa, como a sala de estar.

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