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SEM REMORSO

"Ela me abraçou e disse que ia ficar tudo bem": Pai de adolescente que comeu bolo envenenado relembra atitude de suspeita na casa da família

Polícia chegou até suspeita, uma adolescente da mesma idade de Ana Luiza das Neves, após identificar o motoboy que fez o transporte do bolo

Publicado em: 04/06/2025 às 16h:37 Última atualização: 04/06/2025 às 16h:38
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A adolescente que confessou ter envenenado o bolo de pote que provocou a morte de Ana Luiza das Neves, de 17 anos, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, disse à polícia que cometeu o ato infracional por ciúme. Ela alegou que queria que a colega “sofresse”, mas não desejava causar a morte da jovem.

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Ana Luiza das Neves morreu após comer um bolo envenenado em São Paulo | abc+



Ana Luiza das Neves morreu após comer um bolo envenenado em São Paulo

Foto: Reprodução/TV Globo

De acordo com informações obtidas com a investigação, a adolescente já tinha praticado a mesma ação contra outra garota. No caso anterior, a jovem tentou se vingar de uma menina que teria ficado com seu namorado. A vítima passou mal, mas se recuperou.

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Conforme a Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP), a adolescente confessou ter colocado veneno em um bolo entregue à vítima. Ela foi apreendida após autorização da Justiça, e encaminhada para a Fundação Casa. A reportagem não conseguiu contato com a defesa.

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Bilhete misterioso

Ana Luíza morreu na tarde do último domingo (1º), após consumir o alimento. O doce foi entregue no dia anterior por um motoboy, na residência da jovem, no Parque Paraíso. O presente chegou acompanhado de um bilhete escrito à mão: “Um mimo pra garota mais linda que eu já vi”.

“Gente, eu juro por Deus, eu quero agradecer quem me deu isso”

Pouco depois, ela começou a passar mal, apresentando vômitos e diarreia. Seu pai, Sílvio Ferreira das Neves, a levou para um hospital. Após o diagnóstico de intoxicação alimentar, a adolescente foi medicada e recebeu alta, mas horas depois voltou a apresentar sintomas mais graves.

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Ela foi encontrada caída no banheiro, desmaiada. Levada de volta ao hospital, foi constatado o óbito. O diagnóstico preliminar constatou sintomas compatíveis com envenenamento, o que ainda precisa ser confirmado por laudos que ainda não ficaram prontos.

Doce com arsênico

À polícia, a suspeita confessou que havia colocado uma substância à base de trióxido de arsênico no bolo. A polícia vai investigar a empresa que forneceu o produto.

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A polícia chegou até a suspeita após identificar o motoboy que fez o transporte do bolo. Câmeras de monitoramento próximas à residência dela foram analisadas e ajudaram na investigação.

Ele foi localizado por meio da placa da moto e detalhou como aconteceu a entrega. Quando a polícia chegou à casa, a descrição feita pelo entregador coincidiu com a aparência física da jovem. Levada à delegacia, ela acabou confessando.

Segundo o pai de Ana Luiza, o motorista Silvio Ferreira Neves, a filha e a suspeita eram amigas da escola, e frequentavam a casa uma da outra. Segundo ele, a suspeita teria acompanhado de perto a situação da jovem, mas sem demonstrar remorso, conforme a Folha de S. Paulo.

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Ainda, estava na casa da família quando a morte de Ana Luiza foi confirmada. “Ela me abraçou e disse que ia ficar tudo bem”, disse Neves.

Estudante aplicada e reservada

Ana Luíza morava com a família no Jardim Paraíso e cursava o terceiro ano do ensino médio na Escola Estadual João Baptista de Oliveira, em Itapecerica da Serra. Colegas do “terceirão” G, a classe da jovem, usaram as redes sociais para manifestar pesar e luto.

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A escola não se manifestou a respeito, mas um professor descreveu Ana Luíza como uma aluna “dócil, reservada, mas alegre, e muito aplicada nos estudos”.

O corpo da jovem foi sepultado nesta terça-feira (3), no Cemitério Municipal Recanto do Silêncio, em Itapecerica da Serra. Familiares, amigos, colegas e professores da escola acompanharam a despedida.

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Confeitaria onde bolo foi comprado se manifestou

A confeitaria Menina Trufa, onde foi comprado o bolo, postou mensagem de luto em sua página no Instagram e se isentou de qualquer responsabilidade.

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“Uma pessoa adquiriu um bolo na nossa loja física, saiu da loja física com o nosso produto, utilizou-se da nossa marca para colocar substâncias que ainda são desconhecidas, mas que causou uma atrocidade. Quero deixar bem claro que aqui a Menina Trufa não tem nada a ver com isso, O produto saiu da loja e não se sabe por onde passou.”, afirma, em vídeo, a proprietária Josieli Silva Costa Franca.

Segundo ela, o bolo foi entregue por um motoboy que não tem qualquer vínculo com a loja. “A pessoa recebeu esse produto, não foi pelos nossos motoboys. Todas as nossas entregas chegam pelos nossos motoboys, que usam a bag rosa, com a nossa logo. Estamos contribuindo com a investigação, deixando bem claro que não temos nenhum envolvimento com o caso. A pessoa usou da nossa marca para cometer essa atrocidade”, reforçou Josieli.

Ao Estadão, o marido de Josieli, Felipe, disse que a loja tem cinco anos de mercado e se tornou referência no setor de confeitaria. “São mais de cinco anos de atuação e abrimos a loja física há três anos”, diz. Segundo ele, a loja fez contato com o pai de Ana Luíza, de forma reservada, e acompanha as investigações da polícia.

O corpo da jovem foi sepultado nesta terça-feira (3), no Cemitério Municipal Recanto do Silêncio, em Itapecerica da Serra. Familiares, amigos, colegas e professores da escola acompanharam a despedida.

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