Após clientes buscarem as autoridades contra a empresa de turismo religioso Operadora JPF, situada no Centro de Novo Hamburgo, o proprietário do estabelecimento se manifestou nesta sexta-feira (12). O caso ganhou repercussão na segunda (8), data prevista para o embarque do grupo, que tinha como destino Aparecida, em São Paulo.
No entanto, a viagem não aconteceu e, em função da ausência de retorno da Operadora JPF, pelo menos quatro pessoas registraram boletim de ocorrência.
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Foto: Paola Altneter/GES-Especial
Falta de contato
Sobre a ausência de esclarecimentos até então, o empresário diz que não houve manifestação por parte da Operadora JPF porque estava em viagem a trabalho para Santa Catarina, com retorno na última quarta-feira (10). Ele sustenta que não houve adesão necessária para que a romaria fosse realizada na data prevista.
Segundo Flores, o aviso, enviado na segunda-feira (1º), contudo, não foi recebido por todos os destinatários em função de uma falha no sistema. Por isso, alguns receberam no decorrer da semana, como Anderlise e Demali Wagner, mãe e filha que conversaram com a reportagem, mas, em outros casos, a notificação não chegou. “Deu problema no sistema, então automaticamente os telefones também caíram e a maioria não chegava mensagem até elas”, diz.
Outro fator que contribuiu para a preocupação dos clientes foi o fechamento da sede no Centro da cidade. Sobre isso, Flores justifica que a situação ocorreu no período em que a empresa realiza mudança para outro endereço. “Deu a infeliz coincidência de nós estarmos mudando de sede, então já estávamos fechados aqui, com atendimento remoto há 12 dias”, diz.
Ainda segundo ele, a mudança para o regime remoto teria sido divulgada no site da empresa. O endereço da nova sede, contudo, não foi informado pelo proprietário.
Viagem reagendada ou valor devolvido
A nova data com destino a São Paulo ficou para o dia 10 de agosto. Sobre o ressarcimento ou reagendamento da viagem, Flores afirma que a empresa dará andamento de acordo com o que for solicitado pelos clientes, mas reforça: “Nós avisamos a todos [que], quando aderem ao contrato, se o grupo não fechar, será agendada uma nova data.”
“Aqueles que estão inscritos, se tiverem condições de ir nesta data [10 de agosto], ótimo. Se não tiverem condições, nós temos mais de 20 romarias durante o ano para serem realizadas para Aparecida, podem escolher qualquer uma. E aqueles que não desejarem ir, vamos devolver o valor integral”, salienta.
Sobre o ocorrido no começo desta semana, Flores diz que a empresa não teve tempo de realizar a devolução do valor pago e lamenta: “Foram à delegacia e fizeram um alvoroço que nos deixou muito tristes”.
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Relação com a Diocese
O responsável pela empresa ressalta que não há vínculos com a Diocese de Novo Hamburgo ou com qualquer outra. “A responsabilidade das romarias e peregrinações é exclusiva da JPF Turismo Religioso”, confirma.
Sobre a utilização das imagens dos padres no portal, Flores comunica que a empresa atua há 13 anos exclusivamente com turismo religioso e todas as romarias são acompanhadas por um diretor espiritual. “Eles são convidados e, ao longo desses 13 anos, criou-se um vínculo muito grande, e nós doamos mais de 80 romarias por ano para as dioceses que nós atendemos”, declara.
Flores também pontua que, com a mudança de bispos, as regras mudaram, e vídeos que eram realizados nas paróquias convidando para as romarias promovidas pela empresa deixaram de ser feitos. “Mas, mesmo assim, as fotos sempre estiveram, inclusive na nossa sede, a parte externa dela, são muitos banners com fotos dos padres com suas peregrinações”, diz.
Apesar do contato, o proprietário afirma ter retirado todas as imagens. Apesar disso, agradece pelas mensagens de apoio e incentivo que recebeu de padres e centenas de romeiros e peregrinos. Por fim, reafirma que a empresa seguirá o propósito de “evangelizar por meio das romarias e do nosso trabalho”. “A JPF não vai fechar, muito pelo contrário, ela vai crescer mais ainda”, conclui.