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TRAMA GOLPISTA

"Fui otário", diz Weintraub após Bolsonaro convidar Moraes para ser seu vice em 2026

Weintraub, que chegou a ser um dos ministros mais próximos do ex-presidente, compartilhou vídeo e reforçou: "Eu fui muito otário!"

Publicado em: 11/06/2025 às 11h:47 Última atualização: 11/06/2025 às 13h:23
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O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub reagiu a declarações do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no interrogatório no Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira (10).

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Ex-ministro da Educação Abraham Weintraub | abc+



Ex-ministro da Educação Abraham Weintraub

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

“Nós, que acreditamos no Bolsonaro em algum momento, fomos otários! Eu fui muito otário!”, publicou o ex-ministro no X (antigo Twitter). Na postagem, consta um vídeo do momento em que Bolsonaro “convidou” o ministro Alexandre de Moraes para ser seu vice em 2026.

O ex-presidente pediu licença para fazer uma brincadeira com o ministro, que disse que “perguntaria a seus advogados antes” se fosse ele, provocando risos entre os presentes.

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Após a “proposta”, o magistrado respondeu “eu declino”. Bolsonaro está inelegível até 2030, por decisão do Superior Tribunal Eleitoral (TSE), que à época dos julgamentos era presidido por Moraes.

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Em outro momento do depoimento, Jair Bolsonaro se referiu aos seus apoiadores que defendiam intervenção militar e AI-5 como “malucos”.

Weintraub, que chegou a ser um dos ministros mais próximos do ex-presidente, compartilhou o vídeo e reforçou: “Eu fui muito otário!”.

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Em outra publicação, o ex-ministro do governo Bolsonaro disse que “o bolsonarismo é uma lepra, rastejante, covarde, mentirosa e calhorda”. Na sequência, postou uma foto de um rato com a legenda: “esse rato é mais imundo e covarde do que eu imaginava”.

Abraham Weintraub foi demitido do governo Bolsonaro em 2020. No período de 14 meses no cargo, acumulou desavenças com reitores, estudantes, parlamentares, chineses, judeus e magistrados do Supremo, chamados por ele de “vagabundos” em uma reunião ministerial.

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Integrante do núcleo ideológico do bolsonarismo, passou a ser considerado por aliados como gerador de crises desnecessárias ao governo.

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