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VIDA NOVA

64 cavalos resgatados em São Leopoldo estão aptos para adoção responsável

Animais, retirados das ruas e da tração de carroças, vivem em uma propriedade em Gravataí

Publicado em: 20/02/2025 às 07h:45 Última atualização: 20/02/2025 às 07h:46
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De 1º de janeiro até 18 de fevereiro de 2025, quatro cavalos foram resgatados pela Secretaria Municipal de Proteção Animal (Sempa), de São Leopoldo, e enviados para uma propriedade rural de Gravataí. No local, numa área de 100 hectares do Grupo Gestta vivem, atualmente, 64 equinos levados de São Leopoldo, retirados de situações de maus-tratos, abandono em vias movimentadas ou da tração de carroças.

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Cavalos resgatados em São Leopoldo



Cavalos resgatados em São Leopoldo

Foto: Divulgação/prefeitura de são leopoldo

O custeio das diárias na propriedade é pago pelo governo municipal. De acordo com o titular da Sempa, Cláudio Giacomini, o investimento mensal do Município para a manutenção desses animais gira em torno de R$ 35 mil.

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Segundo ele, o local é destinado ao acolhimento e cuidado dos animais. “Esse espaço funciona como um centro de triagem. Ali os cavalos chegam, passam por um período de quarentena e são tratados conforme as necessidades de saúde de cada um. Depois da recuperação, são soltos no campo onde vivem de forma natural, sem chicote, carroça ou maus-tratos, resgatando sua condição de vida livre”, explica. “Grande parte dos cavalos recolhidos é decorrente de estarem soltos nas ruas ou sendo utilizados para puxar carroças”, completa o secretário.

“É importante manter os animais resgatados em um local seguro, onde possam ter assistência veterinária e de cuidados diários, livres de uma vida de sofrimento e trabalho. Lá eles têm espaço para desenvolver seus comportamentos naturais”, diz.

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“Infelizmente embora tenha lei específica para a tração animal na cidade, ainda há casos de animais sendo utilizados em carroças. Além disso, há animais sob responsabilidade de pessoas que não têm condições de dar uma vida digna, e consequentemente estes animais acabam sofrendo de subnutrição, sem acesso à saúde e bem-estar” frisa.

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Conforme Giacomini, após o término do tratamento, os cavalos podem ser adotados por tutores responsáveis, encerrando um ciclo de resgate e reabilitação. “Para realizar a adoção é necessário apresentar documentação que comprove que o adotante possui uma propriedade rural que possa oferecer conforto ao animal e cadastro na Inspetoria de Defesa Agropecuária do seu município”, explica. Para facilitar a aproximação com possíveis adotantes, desde setembro de 2023 fotos e informações sobre os animais são divulgadas no site https://gesttasaoleopoldo.com.br.

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Como denunciar

Denúncias de maus-tratos ou de animais puxando carroças devem ser feitas preferencialmente na 2ª Delegacia de Polícia, localizada na Avenida Coronel Atalíbio Taurino de Rezende, nº 829, no Bairro Jardim Viaduto, ou através de boletim de ocorrência online pelo site da Polícia Civil. Após a confecção, o boletim de ocorrência deve ser encaminhado à Sempa pelo e-mail: protecaoanimal@saoleopoldo.rs.gov.br.

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Também é possível informar sobre as situações por meio do disque denúncia da Guarda Civil Municipal (GCM), através do número 153. As denúncias são averiguadas pela fiscalização da Sempa em ação conjunta com o Grupamento de Defesa Ambiental (GDA) Ipson Pavani, da GCM. Contato com a Sempa também podem ser feitos pelo telefone 2200-0448 ou pelo Whatsapp 98924- 7903

Legislação

Desde o dia 1º de julho de 2022 é proibida a circulação de carroças em todas as ruas de São Leopoldo. A medida integra o Programa de Redução Gradativa do Número de Veículos de Tração Animal, criado por lei municipal, e que está em vigor na cidade desde 1º de agosto de 2021. O programa dividiu São Leopoldo em nove zonas, com diferentes bairros.

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Pouco a pouco, cada região foi sendo acrescentada na lista onde já não eram mais permitidas as carroças. Agora, conforme a legislação, veículos de tração animal, só são permitidos na cidade “em locais públicos para fins de passeios turísticos, desde que regulamentado e autorizado pelo Poder Executivo” e também “em atividades culturais que visam celebrar as tradições, respeitando os bons tratos aos animais”.

 

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