Moradores dos loteamentos Firenze 1 e Firenze 2, em Campo Bom, decidiram fazer um apelo público, nesta terça-feira (18), diante das recorrentes falhas no fornecimento de água e energia elétrica. O problema, que já é considerado crônico no bairro, se agravou no último final de semana após os temporais que atingiram a cidade. Mais uma vez, os moradores ficaram sem água e sem luz por horas, enfrentando dificuldades que vão além do simples desconforto.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
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A indignação cresceu porque essa não foi uma situação isolada. Segundo relatos dos moradores, a falta de água ocorre semanalmente. Já as quedas de energia são um problema há quase uma década, sempre que há chuvas fortes ou temporais. “Se der um ventinho no Canudos (bairro de Novo Hamburgo, que fica a seis quilômetros de distância), cai a luz aqui no Firenze 1”, ironizou o morador Igor Silveira.
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Ele trabalha em casa e depende da energia elétrica para suas atividades diárias. No fim de semana, enfrentou dificuldades para cuidar de uma de suas filhas, que estava doente, sem poder oferecer o mínimo de conforto devido à falta de luz. Apesar das inúmeras reclamações, a inércia das companhias responsáveis pelo abastecimento de água e pela distribuição de energia tem gerado revolta entre os moradores.

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Moradores relatam os problemas
Durante o último final de semana, os relatos de dificuldades foram diversos. Uma moradora precisou se desdobrar para cuidar da mãe idosa em meio ao calor escaldante, sem energia elétrica e sem água. Outras famílias tiveram prejuízos com alimentos estragando na geladeira. O impacto na rotina diária foi grande, dificultando tarefas básicas como cozinhar e manter a higiene.

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Débora Kettrup, que reside no Firenze 2, desabafou sobre a situação e cobrou providências das empresas responsáveis. “O bairro sempre teve falta de energia. Toda vez que venta forte, cai o disjuntor, e demora até 12 horas ou mais para voltar. Muitas vezes, a gente tem que jogar comida fora porque estraga no calor”, destaca.
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Ela também relata que os problemas no abastecimento de água existem há pelo menos 10 anos, mas se intensificaram no último ano. “A falta de água é toda semana. A gente paga caro para receber um serviço desses. Não tem cabimento”, critica.

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A moradora do Firenze 1, Elaine Fleck, acrescenta que, além das interrupções frequentes no abastecimento, os moradores sofrem prejuízos quando o serviço é normalizado. Segundo ela, duas torneiras de sua casa já foram danificadas por conta do retorno da água com pressão alterada e carregada de barro. Uma delas, inclusive, está parcialmente entupida devido à sujeira na tubulação.
“Quando a água retorna, vem puro barro. Todo mundo paga sua conta em dia. Os moradores aqui do bairro não merecem isso. A Corsan tem que dar um retorno melhor para nós, pois não é de hoje que a gente vem reclamando”, conclui.
Por meio de nota, a Corsan informa que “identificou, recentemente, uma falha em uma válvula de controle do abastecimento na região, que tem ocasionado oscilações de pressão na rede e interrupções pontuais de abastecimento. O problema já foi solucionado, e a Companhia continua fazendo inspeções e tomando medidas para a regularização total do sistema”. O reservatório Firenze deve se substituído em março por outro mais moderno.
Já a RGE não retornou até a publicação desta reportagem.