A primeira semana de inverno é marcada por uma massa de ar polar que derrubou as temperaturas. Nesta quarta-feira (24), as marcas caíram aos -5,6ºC em Pinheiro Machado, na região da Campanha.
Em todo o Rio Grande do Sul, os gaúchos precisam ficar em alerta para a saúde com o frio intenso em todo o Estado.
Idosos e crianças estão entre os públicos que exigem cuidado extra durante os períodos de baixas temperaturas para a saúde e também com os riscos em casa. Veja abaixo as dicas de médico sobre o assunto.
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Foto: Pexels
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Médico de família e comunidade e professor do curso de Medicina da Universidade Feevale, Marcos Vinícius Ambrosini Mendonça indica cuidados essenciais para manter a qualidade de vida nos dias mais frios. De acordo com o profissional, é fundamental manter-se aquecido.
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“A principal reação que ocorre com o nosso corpo no frio é a vasoconstrição (estreitamento dos vasos sanguíneos). Esse mecanismo, associado à temperatura do próprio ar, por exemplo, compromete a circulação, resseca e reduz a temperatura interna das vias aéreas e compromete as defesas naturais, que ficam menos eficientes em barrar partículas e também podem agravar sintomas de asma, bronquite e rinite”.
Dessa forma, é recomendado proteger todo o corpo. “Se for necessário o uso de mais de uma camada de roupas, não devemos esquecer que elas não podem estar apertadas para garantir boa circulação. A umidade é inimiga: prefira que a primeira camada de roupas a ser utilizada seja de algodão”, complementa.
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Idosos e crianças exigem atenção ainda maior
Em relação aos idosos, principalmente os que moram sozinhos, Mendonça relata que, muitas vezes, eles não percebem que estão em risco.
“Devemos ter muito cuidado com equipamentos elétricos de aquecimento, lareiras ecológicas (que funcionam com álcool), lareiras e fogões a lenha, pois o risco de incêndio é maior neste contexto. Ainda, se piso frio ou se uso de calçados de sola lisa, a umidade pode facilitar escorregões e quedas”, explica.
Além disso, orienta que idosos com doenças crônicas procurem o médico de referência para avaliar ajustes no tratamento.
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Em relação às crianças, dois pontos merecem relevância. “O primeiro é que, quanto menor a idade, menos imunizada está, e mais propensa a infecções. O outro ponto é mantê-las aquecidas: recém-nascidos e bebês pequenos não conseguem tremer para gerar calor e dependem completamente de proteção externa, de roupas contra o frio”, afirma.
Dessa forma, uma regra prática é vestir o bebê com uma camada a mais do que um adulto usaria na mesma temperatura e a cabeça deve estar protegida com touca.
Por fim, não utilizar cobertas ou roupas em excesso durante o sono, pois pode asfixiar ou atrapalhar a movimentação, conforme o médico.